A detenção ocorreu a 3 de novembro, em flagrante delito, por iniciativa da Polícia Judiciária (PJ) de Évora.
A detenção ocorreu a 3 de novembro, em flagrante delito, por iniciativa da Polícia Judiciária (PJ) de Évora. Foto: Reinaldo Rodrigues

Pai suspeito de 864 crimes de abuso sexual da filha fica em prisão preventiva

De acordo com os elementos recolhidos na investigação, o homem filmava e fotografava os atos sexuais praticados com a filha.
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Um homem de 35 anos ficou em prisão preventiva, suspeito de ter abusado sexualmente da filha, atualmente com 13 anos, desde que esta tinha seis ou sete anos. De acordo com comunicado do Ministério Público (MP), o arguido está indiciado por, pelo menos, 864 crimes de abuso sexual de crianças agravado e mais de sete mil crimes de pornografia de crianças agravado.

A detenção ocorreu a 3 de novembro, em flagrante delito, por iniciativa da Polícia Judiciária (PJ) de Évora. O homem, que é de nacionalidade portuguesa, foi presente esta semana a primeiro interrogatório judicial esta semana.

Durante o interrogatório, o MP considerou existir perigo de continuação da atividade criminosa, de perturbação do inquérito e de alarme social. O juiz acolheu integralmente as medidas propostas. Foi determinada a aplicação da medida de coação de prisão preventiva. Cumulativamente ficou proibido de contactar a vítima, a mãe desta e o irmão, direta ou indiretamente.

Segundo o Ministério Público, os abusos terão ocorrido na residência do agregado familiar, em Portel, pelo menos desde 2019 e até à data da detenção. O suspeito, que vive em união de facto com a mãe da vítima, é ainda pai de um menino de dez meses.

De acordo com os elementos recolhidos na investigação, o homem filmava e fotografava os atos sexuais praticados com a filha. Os conteúdos eram disponibilizados através de plataformas informáticas acessíveis a um número indeterminado de pessoas.

No momento da detenção, foram apreendidos dispositivos eletrónicos e informáticos na posse do suspeito e no interior da residência. Os equipamentos continham milhares de ficheiros com imagens e vídeos de crianças e jovens com menos de 14 anos, em poses eróticas ou em situações de exposição dos corpos e órgãos genitais, incluindo registos de atos sexuais explícitos.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público, através da 2.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora. Há ainda a colaboração da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora da Polícia Judiciária.

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