Nova sinalização prometida para melhorar fiabilidade da Linha Azul continua em fase de testes
Nos últimos dias, quem andou pela linha Azul do metro deparou-se com o serviço interrompido em diversos momentos, sem uma explicação concreta. Ao DN, o Metropolitano informou que "registaram-se 7 ocorrências na Linha Azul, com uma duração total de 96 minutos".
Destes, 55 minutos foram devidos a incidentes com passageiro. Os restantes 41 deveram-se "a avarias de comboios e de sinalização". Os problemas de sinalização no metro, em especial na linha Azul, há muito estão identificados.
Ainda em 2020, no mês de fevereiro, foi lançado um contrato para a aquisição do novo sistema de sinalização ferroviária e de 14 novas unidades triplas (42 carruagens). O sistema é o CBTC (Communications-Based Train Control) e alinha azul é a primeira a receber a tecnologia.
O valor investido foi de 114,5 milhões de euros. No entanto, a implementação ainda não está concluída. Ao DN, o metro afirma que o "projeto numa fase avançada de ensaios técnicos, com vista à sua futura entrada em exploração".
O metro explica quais as vantagens do investimento. "O sistema monitoriza permanentemente a posição dos comboios e ajusta automaticamente a sua velocidade, permitindo um controlo mais preciso da circulação, níveis acrescidos de segurança e uma gestão mais eficiente das circulações", diz.
Em termos práticos, "a nova tecnologia permitirá reduzir os intervalos entre comboios, aumentar a frequência de circulação e a capacidade de transporte, reforçar a pontualidade e a regularidade do serviço e melhorar a fiabilidade da operação". Ao mesmo tempo, "contribuirá para uma maior eficiência operacional, através da otimização dos recursos, da redução dos custos de exploração, da diminuição do consumo energético e do desgaste do material circulante, reforçando igualmente a sustentabilidade e a resiliência da rede". Porém, não foi informada uma data para o funcionamento pleno destas melhorias.


