O primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro.D.R.

"Não queremos alarmar ninguém, queremos dizer que a segurança não é um dado adquirido", diz Montenegro

Conselho Superior de Segurança Interna aprovou o RASI referente a 2025. À saída da reunião, o primeiro-ministro falou em "estabilização dos números de uma forma geral e alguns sinais de preocupação".
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A segurança, a tranquilidade e a ordem pública, não estão garantidos de forma permanente, há fenómenos que a põem em causa, sublinhou esta terça-feira o primeiro-ministro. "Não queremos alarmar ninguém, queremos dizer que a segurança não é um dado adquirido, é um dado que nós queremos salvaguardar em permanência", disse Luís Montenegro à saída da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

"O ano de 2025 trouxe um aumento da criminalidade geral que foi participada e trouxe uma diminuição da criminalidade grave e violenta. Esta pequena oscilação mostra uma estabilização dos números de uma forma geral e alguns sinais de preocupação que estão muito ligados também àquela que tem sido a nossa estratégia", disse Luís Montenegro esta terça-feira à saída da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

O primeiro-ministro, Luís Montenegro.
RASI: criminalidade violenta e grave participada diminui 1,6% em 2025

Essa estratégia, explicou o primeiro-ministro, passou pelo "aumento das apreensões e detenções no âmbito do tráfico de estupefacientes. É um crime a partir do qual muitos outros são cometidos, de ofensa ao património, às vezes mesmo à vida das pessoas, à criminalidade económica mais sofisticada. É a partir, muitas vezes, do tráfico de estupefacientes que há furtos, que há roubos, que há criminalidade económica, que há um conjunto significativo de outros crimes". O resultado, considera, foi uma maior capacidade de apreensão e também maior número de detenções.

O primeiro-ministro destacou o crime de violência doméstica que, apesar de ter diminuído em 2025, continua a ter um elevado número de participações - "milhares" referiu - e para o qual prometeu um "combate incessante e também um apoio cada vez maior às vítimas, sobretudo às mulheres e às crianças e jovens que têm sido os mais afetados". No ano passado este tipo de crime resultou na morte de 27 pessoas, 21 mulheres, quatro homens e duas crianças.

Montenegro destacou igualmente a sinistralidade rodoviária, que descreveu como uma "chaga social em Portugal". "É verdade que tivemos menos vítimas mortais em 2025, mas isso não deve servir de atenuante, porque tivemos mais acidentes e continuamos a ter um nível elevado que temos de travar em Portugal", afirmou.

O Chefe de Governo prometeu "um esforço redobrado de fiscalização e também de sensibilização neste domínio".

Montenegro destacou igualmente o crime de auxílio à imigração ilegal, que registou mais detenções no ano passado. "O que tem também por base o alinhamento com a estratégia que nós delineámos em toda a área da imigração, que é termos um regime que privilegia a imigração regulada e humanista e emite uma mensagem clara a quem quer procurar Portugal para trabalhar. Vale a pena vir para Portugal pela via legal, não vale a pena vir para Portugal por vias ilegais".

O objetivo das polícias, sublinhou, é "combater todos aqueles que se dedicam ao crime de tráfico de pessoas e, portanto, vamos continuar a fazer um esforço para desmantelar redes de tráfico de seres humanos, como aconteceu durante o ano de 2025".

Resumindo, concluiu o primeiro-ministro, "temos razões para vislumbrar uma situação controlada em Portugal, temos razões para poder apresentar Portugal como um país seguro, mas também temos razões para ver sinais de preocupação em algumas tendências".

Por isso, adiantou, será reforçada a articulação e coordenação do Sistema de Segurança Interna "com os dois grandes pilares, que é o Ministro e o Ministério da Administração Interna, a Senhora Ministra e o Ministério da Justiça".

Alguns sinais de preocipação

Elements centrais para o governo: aumento das apreensões no ãmbito do tráfico de estupefacientes. Um crime a partir do qual muitos outros são cometidos (como furtos, roubos, criinaldiade exconómica

Em 2025 estratégia que delineamos

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