MP ganha mais seis meses para investigar tortura na esquadra do Rato
O Ministério Público conseguiu mais tempo para investigar o caso de alegada tortura na Esquadra do Rato, em Lisboa. De acordo com o Expresso, a procuradora Felismina Carvalho Franco alegou que o número de envolvidos é muito superior ao que se previa inicialmente e que “ainda há outros suspeitos a deter para apresentação a primeiro interrogatório com vista à aplicação de medidas de coação”.
A juíza Gabriela Lacerda Assunção deu mais seis meses para investigar o caso, que já tem 23 arguidos, sete dos quais em prisão preventiva e quatro em prisão domiciliária. Caso a juíz não declarasse este caso como sendo de especial complexidade e não desse mais tempo à investigação, os suspeitos teriam de ser libertados dentro de um mês.
De acordo com o Expresso, que teve acesso ao despacho, a juíza argumenta que os arguidos são "quase todos policiais" e não podem ser “premiados pela circunstância de terem elegido vítimas especialmente vulneráveis, com as inerentes dificuldades de investigação que tal implica”.
