Esquadra da PSP do Rato
Esquadra da PSP do RatoFoto: Reinaldo Rodrigues

MP ganha mais seis meses para investigar tortura na esquadra do Rato

Caso a juíz não declarasse este caso como sendo de especial complexidade e não desse mais tempo à investigação, os suspeitos teriam de ser libertados dentro de um mês.
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O Ministério Público conseguiu mais tempo para investigar o caso de alegada tortura na Esquadra do Rato, em Lisboa. De acordo com o Expresso, a procuradora Felismina Carvalho Franco alegou que o número de envolvidos é muito superior ao que se previa inicialmente e que “ainda há outros suspeitos a deter para apresentação a primeiro interrogatório com vista à aplicação de medidas de coação”.

A juíza Gabriela Lacerda Assunção deu mais seis meses para investigar o caso, que já tem 23 arguidos, sete dos quais em prisão preventiva e quatro em prisão domiciliária. Caso a juíz não declarasse este caso como sendo de especial complexidade e não desse mais tempo à investigação, os suspeitos teriam de ser libertados dentro de um mês.

De acordo com o Expresso, que teve acesso ao despacho, a juíza argumenta que os arguidos são "quase todos policiais" e não podem ser “premiados pela circunstância de terem elegido vítimas especialmente vulneráveis, com as inerentes dificuldades de investigação que tal implica”.

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