Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de LisboaRODRIGO ANTUNES/LUSA

Moedas anuncia conclusão do segundo túnel do plano de drenagem de Lisboa em 2029

Autarca lembrou que o plano de drenagem é “mais do que estes dois túneis”, salientando a importância das bacias de retenção, como a da Praça de Espanha, que evitará “cheias naquela parte da cidade”.
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O segundo túnel do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), entre Chelas e o Beato, deverá ficar terminado em 2029, disse esta quarta-feira (8) o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Para a concretização do plano, na totalidade, foi fixado – aquando da apresentação, em 2015 - um período de execução entre 2016 e 2030.

O calendário inicial divulgado pela liderança PS estimava o fim dos dois grandes túneis do projeto, as maiores intervenções, em 2019. Após vários atrasos, a gestão seguinte, do PSD, passou o limite para fevereiro de 2025, prazo também já ultrapassado.

O primeiro túnel, que liga Monsanto (Campolide) a Santa Apolónia, começou a ser escavado em dezembro de 2023, uma fase que ficou concluída em 22 de julho de 2025, e está ainda em obra. Anteriormente, já contando com atrasos, previa-se que o segundo túnel, entre o Beato e Chelas, estivesse concluído no final deste ano.

Com um investimento total de cerca de 250 milhões de euros, o PGDL - primeiro anunciado em 2006, mas que só avançou em 2015, com Fernando Medina (PS) na presidência da autarquia - é considerado uma obra importante para enfrentar cheias e inundações na capital, mas as grandes intervenções, nomeadamente a construção de túneis, só arrancaram em 2023, sob a presidência de Carlos Moedas (PSD).

Dentro de um ano, já estamos a falar no fim de 2026, está todo pronto este túnel [Monsanto-Santa Apolónia], com saída para o rio, e depois também o túnel Chelas-Beato ficará pronto em 2029”, disse Carlos Moedas aos jornalistas, numa visita à empreitada que liga Monsanto e Santa Apolónia.

O autarca lembrou que a obra do PGDL é “mais do que estes dois túneis”, salientando a importância das bacias de retenção, como a da Praça de Espanha, que evitará “cheias em toda aquela parte da cidade”, ou a empreitada realizada junto ao Jardim Zoológico, “que também é invisível ao olho, mas que é um túnel com quase três metros de ângulo”.

O social-democrata acrescentou “não haver obra como esta na Europa” e sublinhou que os dois grandes túneis - um de cinco quilómetros e um de um quilómetro – “são feitos graças ao esforço dos lisboetas, mas também graças ao esforço da União Europeia, através do Programa Sustentável 2030 e dos ministros Castro Almeida e Graça Carvalho”, responsáveis pela Economia e Coesão Territorial e pela Ambiente e Energia, respetivamente.

“É bom saber que mesmo durante os períodos que tivemos das chuvas uma parte deste plano de drenagem já evitou que em Lisboa a situação fosse pior”, reconheceu Moedas, que esteve acompanhado pelos dois ministros e pelo vice-presidente da Comissão Europeia para a Coesão Territorial e Reformas, Raffaele Fitto.

O autarca frisou que no dia em que “tudo estiver concluído” serão evitadas cheias em Lisboa “e isso é importantíssimo para o futuro”.

“Como dizia o senhor ministro da Economia há pouco, uma cidade só tem futuro em termos de competitividade e, dizia a senhora ministra, se tivermos infraestruturas, [são] essas infraestruturas que nos protegem”, declarou.

O presidente da câmara ainda não tem data para o fecho da estação de Santa Apolónia do Metro de Lisboa, devido às obras do túnel Chelas-Beato, apenas sabendo que deverá estar fechada durante oito meses.

“Estamos à espera dos cálculos do Laboratório Nacional de Engenheira Civil para começar parte da obra”, explicou.

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa
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