Metro Mondego alerta que dados pessoais poderão ter sido copiados durante ataque informático
Os dados pessoais de utilizadores do passe da Metro Mondego poderão ter sido acedidos e copiados durante o ataque informático sofrido recentemente. O alerta foi feito pela própria empresa este domingo, 26 de julho.
Em comunicado, a Metro Mondego referiu que os elementos disponíveis até ao presente momento levam “a considerar provável que os atacantes tenham copiado informação que pode incluir dados pessoais”. A empresa assegura a operação do Metrobus, que circula entre Lousã e Coimbra.
Este aviso destina-se apenas aos titulares do chamado passe personalizado. Isto porque “a compra de bilhetes de transporte não envolve o registo de dados pessoais dos passageiros”.
Os dados em causa são, nomeadamente, os de identificação e contacto (como nome, data de nascimento, morada, telefone e fotografia), números de identificação oficiais (NIF e número do documento de identificação apresentado no registo) e dados de utilização do título de transporte.
A empresa destaca que podem também estar em causa "o nome, o endereço de correio eletrónico e o número de telefone de pessoas que trocaram mensagens com endereços da Metro Mondego, institucionais ou de colaboradores". Neste caso, existe o risco de “receção de mensagens fraudulentas que se façam passar pela Metro Mondego ou pelos seus interlocutores habituais”. Os colaboradores, fornecedores e outras entidades com relações contratuais com a Metro Mondego serão contactados individualmente em tempo oportuno.
Ao mesmo tempo, a empresa reitera que “os dados de pagamento com cartão bancário não foram afetados”, uma vez que “os pagamentos são processados em terminais autónomos, isolados dos sistemas atingidos”.
O ataque aconteceu no dia 6 de julho. “O grupo responsável pelo ataque reivindicou-o publicamente, alegando estar na posse de informação da empresa e anunciando a intenção de a divulgar.”, detalhou. O crime informático foi do tipo ransomware, um software malicioso que se apodera de dados e bloqueia o seu acesso, exigindo o pagamento de um resgate para o respetivo restauro.
O serviço de transporte não foi afetado. Segundo a companhia, foram acionados de imediato os procedimentos de resposta a incidentes, "com o apoio de peritos externos em cibersegurança, e notificou o Centro Nacional de Cibersegurança, a Comissão Nacional de Proteção de Dados e as autoridades responsáveis pela investigação criminal, com quem se mantém em articulação".

