Luís Carrilho, diretor da PSP.
Luís Carrilho, diretor da PSP.Foto: Leonardo Negrão

Menor que admitiu matar a mãe viu recusada queixa por violência doméstica no final de julho

O jovem de 15 anos dirigiu-se a um posto da PSP no final de julho para apresentar queixa contra a própria mãe. A tentativa foi recusada e o próprio viria a asfixiar a progenitora, segundo confessou.
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O jovem que admitiu ter morto a mãe em Algés viu recusada uma queixa por violência doméstica, no final de julho. Na altura, a Justiça já estava na posse de vídeos que, de acordo com o próprio, comprovam os atos.

Segundo avança o Correio da Manhã, o rapaz de 15 anos dirigiu-se a um posto da PSP para apresentar queixa pelas ameaças de morte que alega ter recebido da própria mãe. No entanto, um agente recusou receber a queixa, informou o menor de que precisaria de estar acompanhado por um adulto. Toda a família é de nacionalidade brasileira.

Numa conversa entre os dois, relatada pelo mesmo jornal, o menor disse ter em sua posse vídeos com "ameaças de morte" feitas pela progenitora. O agente da polícia fez saber que "o Ministério Público já tem acesso a esses vídeos" mas, de acordo com o menor, "até agora [final de julho] ninguém fez nada", alertou.

Recorde-se que o menor admitiu à polícia, na passada quinta-feira, ter assassinado a própria mãe para defender a irmã de quatro anos, em Algés, concelho de Oeiras. Posteriormente, remeteu-se ao silêncio, quando foi ouvido em sede de Tribunal de Menores. Por agora, sabe-se que ficará em internamento em regime fechado nos próximos três meses, com reavaliação nos próximos dois meses.

Luís Carrilho, diretor da PSP.
Jovem de 15 anos suspeito de matar a mãe em Algés
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