Homicídio em Algés: PJ aponta alegados maus-tratos da mãe aos dois filhos
A Polícia Judiciária (PJ) adiantou esta sexta-feira (14 de agosto) em comunicado que o homicídio de uma mulher de 33 anos, ocorrido na quinta-feira em Algés, poderá estar relacionado com alegados maus-tratos físicos e psicológicos que a vítima infligia aos dois filhos, de 15 e quatro anos. A mulher terá sido morta pelo filho adolescente, através de um golpe “mata-leão”, após uma discussão.
De acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira pela PJ, a mulher, de nacionalidade estrangeira (brasileira), foi alvo de uma “interação física agressiva e fatal mantida pelo próprio filho no interior da residência da família”, tendo morrido no local.
A polícia sublinha que o “contexto que levou a ocorrência do crime estará relacionado com eventuais maus tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos”.
Segundo informação divulgada pelo JN, o jovem, também de nacionalidade brasileira, terá contado às autoridades que discutiu com a mãe na quarta-feira e que, durante a noite, lhe aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, uma asfixia provocada pela compressão do pescoço com o braço. A mulher terá morrido nessa altura, permanecendo o corpo na habitação até à chegada das autoridades.
Segundo o Correio da Manhã, o adolescente estava sinalizado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e teria pedido para ser institucionalizado. Terá também denunciado alegadas agressões da mãe à irmã de quatro anos e ameaças de morte, existindo, segundo aquela publicação, gravações áudio feitas pelo jovem e entregues à comissão.
O pai das crianças encontra-se preso por violência doméstica, por agressões contra a mãe. Familiares paternos terão pedido que os dois menores fossem para o Brasil, mas esse pedido terá sido recusado, tal como a institucionalização do adolescente.
A família vivia há cerca de dois meses numa urbanização em Algés. Por ter 15 anos, o adolescente é inimputável em termos criminais. Depois de identificado, passou a noite num centro educativo da área metropolitana de Lisboa, uma vez que, segundo a PJ, houve “impossibilidade manifesta da sua confiança a um familiar direto”.
O jovem é esta sexta-feira presente às autoridades judiciárias no Tribunal de Família e Menores de Cascais.

