Mais oito mortos e mais 344 casos de covid-19 em Portugal

Há mais 8 mortes e mais 344 casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 8 mortes e 344 casos de covid-19. O relatório diário deste sábado (27 de março) dá conta que há agora menos 51 doentes internados, dos quais 148 estão em unidades de cuidados intensivos, menos 7 do que no dia anterior. Um número ainda mais baixo do que o registado a 18 de outubro, já que neste momento há 618 pessoas internadas nos hospitais portugueses.

O número de óbitos é ligeiramente mais alto do que ontem, em que se registaram 5 mortos. Atualmente, o país tem 28 208 casos ativos da doença provocada pelo novo coronavírus, segundo a DGS. São menos 3 332 que no dia anterior. Recuperaram da covid-19 um total de 3 668 pessoas.

Já quanto ao R(t) - o índice de transmissibilidade - que foi atualizado esta sexta-feira, subiu para 0,93 em Portugal, 0,92 no continente. Na última quarta-feira, data da última atualização, estava, em ambos os casos, nos 0,91.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que apresenta mais casos de infeção, 152 e mais um morto; seguida do norte com mais 68 casos de covid-19 e dois mortos. Na região centro registam-se mais 51 casos e um morto, quanto no Alentejo há mais 32 casos e dois mortos. Só na região do Algarve não são assinalados novos casos, apesar de terem morrido mais duas pessoas nas últimas 24 horas.

Nos Açores há mais 14 novas infeções por covid-19 e um morto e na Madeira mais 68 novos casos e um morto também.

Triplicar vacinação

No dia em que arrancou a vacinação dos professores e do pessoal não docente do pré-escolar e primeiro-ciclo, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou este sábado que em abril Portugal vai "triplicar o esforço de administração de vacinas" e considerou que essa logística será "o bom problema" para o país.

No final de uma visita ao Pavilhão Multiusos de Odivelas, em Lisboa, um dos locais onde começou a vacinação de docentes e não docentes, António Costa explicou que este exercício de vacinação massiva tem uma dupla função.

"Este exercício é não só importante para dar segurança a todos os que trabalham nas escolas, mas para testar estes postos de vacinação rápida", defendeu o primeiro-ministro.

Tal como já tinha sido anunciado pela 'task-force' da vacinação, Costa referiu que em abril o país vai receber 1,8 milhões de vacinas, "tantas quantas recebemos em janeiro, fevereiro e março".

"Vamos ter de triplicar o esforço de administração de vacinas, todos o processo que tem decorrido em centros de saúde vai ter de ser complementado por 150 postos de vacinação rápida", afirmou, dizendo que se prevê a administração de cem mil vacinas por dia.

O primeiro-ministro garantiu ainda que haverá recursos humanos para a administração de todas estas vacinas, entre "recursos do Serviço Nacional de Saúde e outros que possam ter de ser contratados fora do SNS".

"Já estão identificados os 150 postos, alguns já estão montados como este de Odivelas, outros estão a sê-lo (...) Vamos ter uma operação sete dias por semana, não digo 24 horas, mas sete dias por semana para assegurar todo o esforço de vacinação", assegurou.

Questionado se esta será uma nova fase da vacinação em Portugal, Costa respondeu que o será "em termos de escala", mas garantiu tratar-se, neste caso, de um "bom problema".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG