"Resistir, resistir". Lisboa e Porto com multidão nas ruas. Veja imagens
Mais de milhar de pessoas está reunido no Largo Camões desde as 16:00, hora marcada para o arranque da manifestação pelo direito à habitação que vai dirigir-se para o Rossio, onde se prevê mais uma noite de acampada.
"O povo unido jamais será vencido" são as palavras de ordem que esporadicamente mais se fazem ouvir no Largo Camões, onde se concentram os manifestantes antes do arranque do desfile, havendo ainda gente nas imediações do largo.
Visível junto ao Largo Camões é também a presença policial com carros e carrinhas da PSP nas ruas próximas.
"Ó Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação" e "Ó Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver" são outras das palavras de ordem que vão sendo entoadas ao som de palmas.
Frente à estátua de Camões foi erguido um pequeno bairro de casas de cartão com reivindicações escritas, como "Menos turismo" e "Mais bairro". Muitos cartazes e uma faixa do Bloco de Esquerda com a imagem do primeiro-ministro onde se lê "Egoísta é a especulação" pontuam a concentração. Também o Livre e o PCP marcaram presença.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
Porto
Milhares de pessoas em protesto pela habitação chegaram esta tarde à Praça D. João I, no Porto, ao som do grito "resistir" e com uma tenda à cabeça do desfile. A marcha saiu da Praça da Batalha às 16:50, cerca de 20 minutos depois da hora marcada, com uma tenda à cabeça do desfile. "Casa para viver" é a frase inscrita no pano verde. O destino era a Praça D. João I, onde os manifestantes chegaram cerca de 50 minutos depois.
Na Rua de Santa Catarina, mais ou menos a meio do percurso, e a pouco metros de cruzar para a Rua Fernandes Tomás, olhando para o fundo do "cordão" de pessoas, não se deslumbrava fim, passeio, nem calçada portuguesa. Só cabeças, bandeiras e milhares de cartazes.
"Oh Neves, pedagogia pedagogia é a habitação ser um direito em democracia" era um deles, um recado para o ministro da Administração Interna. "Teto, chão, direito à habitação" foi.uma das frases mais ouvidas, assim como o convite "sai do passeio e vem para o nosso meio".

