Internados baixam para 399 em dia com 7 mortes

Dados da DGS mostram que foram confirmados 600 novos casos de covid-19. Há também a registar mais 7 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2, segundo o relatório desta terça-feira.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (28 de setembro) indica que, em 24 horas, foram confirmados mais 600 novos casos de covid-19 em Portugal e sete mortes, sendo que há agora 399 internados (menos 21 face ao dia anterior), dos quais 74 estão em unidades de cuidados intensivos (menos cinco).

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novos casos (189) e dois mortos. No Norte verificam-se mais 183 novas infeções e dois óbitos.

As restantes mortes ocorreram no Centro (uma), região que tem mais 69 casos, e no Algarve (duas), que reporta mais 59 diagnósticos de covid-19. Foram registados mais 59 infeções no Alentejo, 21 nos Açores e 20 na Madeira.

Mais 1331 pessoas recuperaram da doença, num total de 1 019 266. Desde o início da pandemia, foram confirmados 1 067 775 casos de infeção e 17 962 óbitos.

Com esta atualização, Portugal tem, atualmente, 30 547 casos ativos da doença (menos 738), indica a DGS no dia em que o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo terminou a sua missão enquanto coordenador da task force do plano de vacinação contra a covid-19.

"Acho que entrego a minha missão, está terminada e agora fica o núcleo a fazer a transição [para a vacinação contra a covid-19 e gripe]", afirmou durante o último briefing sobre a vacinação contra a covid-19, no qual esteve o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Saúde, Marta Temido.

"Já passámos os 84,3% das segundas doses", disse Gouveia e Melo

"Neste momento, estamos em 86,5% das primeiras doses e já passámos os 84,3% das segundas doses, a caminho dos 85%, apesar de agora, nesta fase final, parece que as pessoas se esqueceram de que têm que tomar a segunda dose", disse o vice-almirante.

Na realidade, adiantou, no máximo da população elegível, falta vacinar mais 345 mil pessoas, dos quais cerca de 140 mil ainda não são elegíveis porque recuperaram.

Contudo, observou Gouveia e Melo, "há 80 mil pessoas que já recuperaram", acrescentando: "E nós ainda não as conseguimos trazer ao processo de vacinação apesar dos apelos que fazemos".

"Agora vamos começar a telefonar pessoa a pessoa para tentar perceber porque as pessoas não aparecem e é isto que está a fazer com que hoje em dia não estejamos a atingir os 85%, porque já tínhamos a possibilidade de o ter feito antes", sublinhou, antecipando a expectativa de, dentro de semana ou semana e meia, atingir essa meta.

À margem da sessão em que foi anunciado o fim da missão da equipa coordenadora do processo de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo agradeceu, em jeito de balanço de oito meses de trabalho à frente deste processo, à população e a todas entidades e profissionais envolvidos no plano de vacinação.

"Julgo que temos de estar todos contentes por termos em conjunto feito uma coisa que vai ficar na história e agora vou-me despedir e vou voltar ao anonimato das minhas funções militares que é como deve de ser. Muito obrigada por tudo", declarou Henrique Gouveia e Melo.

Restrições serão levantadas mesmo que faltem décimas para 85% de vacinados

Também esta terça-feira, o primeiro-ministro assegurou que o Governo manterá o levantamento do conjunto de restrições anti-covid-19 a 1 de outubro, mesmo que nesse dia o país não tenha atingido por algumas décimas os 85% de população vacinada com duas doses contra a covid-19.

"O Governo fixou o dia 1 de outubro. Não estamos nos 85% de vacinas, mas estamos praticamente nesse valor", afirmou António Costa.

Para o primeiro-ministro, não se justifica "haver novos adiamentos" neste processo de levantamento das restrições antes impostas por causa da pandemia da covid-19.

O Governo, segundo António Costa, "vai manter tudo como estava previsto para 1 de outubro, renovando o apelo às pessoas que já tomaram a primeira dose, mas que ainda não têm a segunda, para que a tomem.

"Tomem essa segunda dose, de forma a que se complete o plano de vacinação o mais rapidamente possível", acrescentou.

Costa diz que Portugal está preparado para executar qualquer decisão sobre terceira dose da vacina

António Costa também afirmou que Portugal está preparado para executar qualquer decisão técnica e científica que seja tomada sobre uma eventual terceira dose da vacina contra a covid-19, mesmo que seja para abranger toda a população.

O primeiro-ministro referiu que o Governo aguarda as decisões que serão tomadas pela Direção Geral da Saúde e pela Autoridade Europeia do Medicamento (EMA) sobre a questão da terceira dose.

"Os portugueses podem ficar tranquilos: O que é possível neste momento fazer para que qualquer decisão seja possível está feito. Ou seja, o país tem toda a margem de liberdade para tomar a decisão que tecnicamente seja aconselhável tomar", disse.

De acordo com o líder do executivo, se a decisão técnica for a de vacinar, Portugal "tem já contratado um número de vacinas para vacinar toda a população com a terceira dose."

Acompanhe aqui os desenvolvimento da pandemia de covid-19 e do processo de vacinação

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