Doentes nos cuidados intensivos em queda há quase três semanas

Mais 41 mortes e 979 casos nas últimas 24 horas em Portugal. Boletim da DGS indica que há mais 1934 casos de pessoas recuperadas da covid-19. Continua a diminuir o número de doentes internados e casos nas unidades de cuidados intensivos estão a cair há 19 dias.

Em Portugal foram registados, nas últimas 24 horas, mais 979 casos de covid-19 e 41 mortes. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (3 de março), há agora 1827 doentes internados (menos 170 do que na véspera), dos quais 415 em unidades de cuidados intensivos (menos 31).

Desde o início da pandemia já foram contabilizados 806 626 casos de covid-19 e 16 430 mortes. Esta quarta-feira há mais 1934 pessoas recuperadas e menos 996 casos ativos, pelo que em todo o país há atualmente 64 797 casos ativos. O número de contactos em vigilância é de 33 491, menos 3368 do que os contabilizados no boletim de terça-feira.

É preciso recuar a 3 de novembro para ter menos casos ativos (eram então 60 219), a 29 de outubro para ter menos internados (1794) e a 15 de novembro para ter os mesmos doentes nos cuidados intensivos (415). Há quase três semanas (19 dias) que o número de doentes nestas unidades está a descer (no dia 12 de fevereiro foram contabilizados mais dez casos nas UCI do que na véspera).

É na região de Lisboa e Vale do Tejo que os números continuam a ser mais elevados, quer no que diz respeito aos novos casos (mais 426), como nas mortes (mais 25). Na região do Norte há mais 217 casos e 8 mortes, no Centro mais 118 casos e quatro mortes, no Algarve mais 37 casos e três mortes e no Alentejo mais 31 casos e uma morte.

No arquipélago da Madeira há mais 140 casos e no dos Açores mais dez, mas em nenhum deles há registo de óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas.

Dos 41 óbitos, 27 são na faixa etária de mais de 80 anos, nove na dos 70 aos 79 anos, quatro na dos 60 aos 69 anos e um na dos 50 aos 59 anos.

Pediatras pedem reabertura das escolas

A atualização da situação pandémica em Portugal surge no dia em que se conhece o pedido dos pediatras para a reabertura urgente das escolas.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria defende a reabertura das escolas especialmente o ensino pré-escolar e nos 1º e 2º ciclos do ensino básico, chamando a atenção para as consequências do fecho no desenvolvimento das crianças.

Numa posição conjunta, a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), a direção do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos e a Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, consideram urgente que os decisores equacionem a reabertura das escolas e a integração das crianças em atividades adequadas às suas reais necessidades.

"A aproximação ao normal poderá ter de ser faseada, com avaliação contínua e adequada, mas tem de ser rápida e programada de forma consistente", referem.

A posição dos pediatras é conhecida um dia depois da ministra da Saúde, Marta Temido, afirmar, em entrevista à SIC, que a vacinação de professores e funcionários das escolas na primeira fase está a ser analisada.

"Quando falamos de serviços essenciais, poderá fazer sentido que adultos que trabalham nesses locais tenham vacinação diferenciada", afirmou.

Pandemia agravou desigualdades em áreas como a saúde, educação ou trabalho

Também esta quarta-feira foi divulgado o relatório do Nova SBE Economics for Policy Knowledge Center, que analisou dados referentes a 2019 e os efeitos socioeconómicos da primeira vaga de covid-19.

Os mais pobres foram os mais prejudicados pelos efeitos da covid-19 em todas as frentes, conclui o "Portugal, Balanço Social 2020 - Um retrato do país e dos efeitos da pandemia".

Apesar das taxas de pobreza e de pobreza extrema terem vindo a cair na última década, a crise sanitária veio aumentar o fosso das desigualdades em áreas como a saúde, educação ou o trabalho, indica o estudo.

Os investigadores do Nova SBE Economics for Policy Knowledge Center referem ainda um inquérito que "sugere que a pandemia afetou particularmente a saúde mental dos mais pobres, dos menos escolarizados e dos desempregados".

Registado aumento de novos casos em todo o mundo

A nível mundial, a atualização dos dados indica que há um aumento no número de infetados e de mortes nas últimas 24 horas, com o registo de 10 558 óbitos e 406 096 novos casos, indica o balanço diário da AFP.

Estes números representam uma subida significativa em relação aos valores relativos a segunda-feira (e divulgados na terça-feira pela agência noticiosa francesa), dia em que foram recenseados 6800 mortos e 298 141 casos da doença covid-19 em todo o mundo.

No total, e desde que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi identificado na China em dezembro de 2019, a doença covid-19 já provocou pelo menos 2 549 910 mortes entre os mais de 114 713 590 casos de infeção oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

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