O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou este sábado, 25 de julho, a não revelar uma data para prestar esclarecimentos sobre as polémicas que envolvem o seu nome. Aos jornalistas, o antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) afirmou que as declarações serão feitas "no tempo próprio".Luís Neves disse estar "absolutamente tranquilo" e que vai "explicar ponto por ponto", mas sem avançar uma data. "De qualquer forma, responderei a tudo", acrescentou. Segundo o ministro, os jornalistas serão chamados para uma conversa em que "todos os pontos estarão em cima da mesa", sem antecipar mais detalhes.Questionado sobre se o silêncio não poderá afetar a sua credibilidade, respondeu que "em qualquer fórum responderá a tudo" e que a "credibilidade, é uma credibilidade de mais de 80 anos". O ministro falava em Lagos, onde participou nas comemorações dos 140 anos dos Bombeiros Voluntários da cidade.Neves elogiou o trabalho dos profissionais, estendendo a "todos os agentes de proteção civil". Citou um incêndio na passada madrugada no Algarve, rapidamente controlado. "Não tivesse sido a abnegação, a rapidez, a qualidade e a garra de quem o combateu, podíamos ter tido aqui um incêndio para vários dias", destacou.Em relação aos incêndios em Espanha, o MAI contou que manteve conversa esta tarde com o homólogo espanhol para "perceber se há outras necessidades". Portugal enviou 128 operacionais para combater os fogos no país vizinho. Luís Neves recordou que o Governo espanhol enviou reforços a Portugal nos recentes incêndios em Vouzela.O titular da pasta não descartou o envio de mais profissionais para o terreno. "Este positivo pode ser reforçado, portanto, nós estamos em estreita articulação para perceber se de facto, perante a enorme tragédia, catástrofe mesmo, que se passa em Espanha e em França, se for necessário", declarou.PS espera respostas na próxima semanaO secretário-geral do PS disse que o ministro Luís Neves estará a “recolher elementos” que lhe “permitam provar” as suas decisões enquanto liderou a Polícia Judiciária (PJ) e que os esclarecimentos deverão ser dados na próxima semana. “Ele prometeu esses esclarecimentos para a próxima semana, então temos de aguardar pelos esclarecimentos”, afirmou hoje José Luís Carneiro aos jornalistas em Aveiro.O deputado acrescentou que “assim como não devemos optar pelo silêncio, o silêncio é inimigo da transparência, também não devemos optar pelo oposto, que é fazer julgamentos na praça pública”. Para José Luís Carneiro, deve também ser respeitado o princípio da presunção da inocência e aguardar pelos esclarecimentos prometidos por Luís Neves. “Sendo necessário reconstituir factos de há três, quatro, cinco, seis anos, qualquer um de nós teria dificuldades em explicar de imediato”, disse o líder do PS.*Com Lusa.Luís Neves "satisfeito" por Justiça investigar promete "reunir documentos" para esclarecer "ponto por ponto".Falta de respostas do MAI "está a minar a confiança no Estado de direito", com "a cumplicidade" de Montenegro, diz líder da IL