Um jovem de 17 anos desapareceu na quarta-feira, 1 de abril, na praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica, em Almada. Na manhã desta quinta-feira as buscas foram retomadas, depois de terem sido interrompidas na véspera com o cair da noite.Foi recebido um alerta pelas 16h55, através dos nadadores-salvadores da Associação de Nadadores-Salvadores Frente Urbana, tendo sido iniciadas buscas coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Lisboa. De acordo com a Autoridade Marítima Nacional (AMN), o "jovem encontrava-se acompanhado dos amigos a jogar futebol, tendo entrado no mar e acabado por desaparecer".Nas operações de busca participam os tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais, elementos da Capitania do Porto e do Comando Local da Polícia Marítima de Lisboa e nadadores-salvadores da Associação de Nadadores-Salvadores Frente Urbana. O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi também acionado.Aumento das temperaturas leva a reforço da vigilância balnear pela Autoridade Marítima NacionalA Autoridade Marítima Nacional alerta que, apesar das temperaturas de verão, o mar ainda é de inverno e que a maior parte das praias portuguesas está, nesta altura do ano, sem vigilância balnear. Aliás, a partir desta quinta-feira e até 12 de abril, a AMN há um reforço dos "meios para assistência a banhistas, devido à previsão de aumento das temperaturas nos próximos dias, nas zonas centro e sul de Portugal Continental, onde é registada maior afluência balnear".Uma vez que a maioria das praias portuguesas está, nesta altura do ano, "sem dispositivo de segurança balnear", a AMN refere, em comunicado que reforçará a vigilância balnear através do programa “Praia Segura” e do Projeto “SeaWatch”, com seis viaturas “Volkswagen Amarok” e duas motas 4x4, operadas por 16 militares da Marinha."A AMN alerta que o mar ainda é de inverno e apresenta um risco elevado devido aos efeitos da agitação marítima", sendo possível verificar "fundões, declives acentuados, remoinhos e agueiros que não se encontram sinalizados nesta altura".Nesse sentido, a Autoridade Marítima Nacional faz as seguintes recomendações: Vigiar permanentemente as crianças e não permitir que se afastem, mantendo-as sempre próximas de um adulto;Evitar comportamentos de risco, não virando as costas ao mar e oferecendo sempre uma distância de segurança em relação à linha de água, evitando ser surpreendido por uma onda;Respeitar a sinalização das praias e as indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias;Caso testemunhe uma situação de perigo dentro de água, não entrar e pedir ajuda através do 112.