O advogado José Preto renunciou esta terça-feira à defesa de José Sócrates, avançam a CNN e a TVI.José Preto fora contratado pelo ex-primeiro-ministro para o defender no processo Marquês depois da renúncia de Pedro Delille em novembro por "razões deontológicas".O advogado José Preto tinha estado internado na sequência de uma pneumonia e, apesar de já ter tido alta, o arranque do julgamento, esta terça-feira, 13 de janeiro, fez-se com uma advogada oficiosa a defender Sócrates. .Pedro Delille renuncia a defender José Sócrates. "O tribunal fez tudo para hostilizar o meu advogado".De acordo com a RTP, na comunicação de renúncia, o advogado José Preto escreve ter sido "surpreendido pela decisão de fazer prosseguir os trabalhos da pretensa audiência, com a intervenção de pseudo-defesa oficiosa, na pendência da doença documentada do advogado signatário".Acusa a presidência do julgamento de ter decidido, com a anuência da "pseudo-defesa oficiosa", de utilizar objetivamente contra o arguido a doença do defensor, inviabilizando gritantemente a defesa material efetiva daquele".Alega ainda que a pseudo-defesa oficiosa não o contactou a ele ou ao arguido."Excedidos todos os limites da decência – a nosso modesto olhar – e não sendo concebível deixar o arguido à mercê destas manobras de redução da defesa a nada, apresenta a renúncia ao mandato, como modo de devolver ao arguido a sua liberdade no restabelecimento dos seus direitos à defesa", diz o documento, segundo cita o site da RTP.José Preto justifica a decisão com a necessidade de "devolver ao arguido a sua liberdade no restabelecimento dos seus direitos de defesa", por este estar, desde 6 de janeiro, a ser representado por uma advogada oficiosa.