"Greve no INEM? Parece-nos estranho", atira ministra da Saúde
A ministra da saúde mostrou-se esta sexta-feira (14 de agosto) surpreendida pela marcação de uma greve no INEM, para os dias 14 e 28 de setembro.
"Parece-nos um pouco estranho convocar-se uma greve geral, pelo menos pelos motivos que são apresentados", salienta Ana Paula Martins.
Recorde-se que os profissionais ameaçavam há semanas com a possibilidade de uma paralisação, em protesto contra o novo modelo de organização do dispositivo nacional de emergência médica, definida pela nova Lei Orgânica do instituto. Esta quinta-feira, 13 de agosto, avançaram com a decisão.
A governante lembrou que "os trabalhadores têm todo o direito de fazerem greve", mas admitiu a "esperança de que haja algum retrocesso", em declarações aos jornalistas. Em todo o caso, "se a greve avançar, os serviços mínimos serão garantidos", sublinha.
A própria alertou ainda para os "limites éticos" associados a uma paralisação de um serviço que é crítico na sociedade.
"A carreira dos técnicos de emergência pré-hospitalar foi das mais valorizadas", disse a ministra. A própria destacou ainda que está "muito satisfeita com o trabalho que o Dr. Luis Cabral [presidente do INEM] tem feito", depois de assumir funções em novembro do ano passado.

