As escolas podem encerrar esta segunda-feira, dia 15 de junho, devido a uma greve convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) A paralisação visa a defesa dos profissionais de educação, com especial incidência nos monodocentes (Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico), perante “a ausência de soluções para os problemas associados ao exercício profissional em regime de monodocência e à falta de apoio e de pessoal nas unidades especializadas”. Segundo nota publicada pelo sindicato no seu site oficial, a monodocência continua a representar uma realidade particularmente exigente. Neste registo, um único docente assume, de forma continuada, a responsabilidade pelo acompanhamento pedagógico, educativo e relacional das crianças ao longo da totalidade da atividade letiva. “Os educadores de infância e professores do 1.º Ciclo continuam sujeitos a condições de trabalho que não refletem a especificidade e o desgaste inerentes ao exercício da monodocência, mantendo-se situações de desigualdade relativamente a outros níveis de ensino, nomeadamente no que respeita à organização do trabalho, à componente letiva, à valorização da carreira e às medidas de proteção do desgaste profissional acumulado ao longo dos anos de serviço”, pode ler-se no documento.A inexistência de respostas efetivas para a redução da sobrecarga profissional, para a melhoria das condições de trabalho e para a criação de mecanismos que reconheçam a exigência própria da monodocência tem contribuído para o agravamento do cansaço físico e emocional dos docentes. Assim, fica posto em causa em causa a atratividade da profissão e a qualidade das respostas educativas.O S.T.O.P alerta, ainda, para “a crescente atribuição de tarefas, no âmbito da sala de aula e de apoio a alunos com necessidades educativas específicas, aos Assistentes Operacionais, sem as respetivas formações, apoio técnico e compensação por essas funções”. Algo que, salienta o sindicato, “tem levado a um desgaste e exaustão contínuos destes profissionais, a par das contínuas agressões a que estão sujeitos neste contexto”. A paralisação visa também contestar a manutenção do calendário escolar que prolonga as atividades letivas da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo para além do período aplicado a outros níveis de ensino. “Esta situação representa uma penalização injustificada para docentes e alunos, especialmente numa fase do ano letivo marcada pelo desgaste acumulado, pelas elevadas temperaturas e pela redução das condições favoráveis ao processo de ensino e aprendizagem”, defende o S.T.O.P. A greve abrange todos os docentes e não docentes. .Greve no IRN encerra com 90% de adesão e aviso que outras podem ocorrer.Greve geral de 3 de junho fez atividade económica cair 5,1%