Cidadãos enfrentaram constrangimento nos atendimentos.
Cidadãos enfrentaram constrangimento nos atendimentos.Foto: Leonardo Negrão

Greve no IRN encerra com 90% de adesão e aviso que outras podem ocorrer

Sindicato estima que pelo menos 50 mil atos deixaram de ser realizados.
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Profissionais dos serviços de registos e notariado encerraram este sábado, 13 de junho, uma greve que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN), registou uma adesão "na ordem dos 90%" e levou ao "encerramento generalizado" de conservatórias, Espaços Registos, Lojas do Cidadão, Lojas RIAC, IMT e serviços centrais, tanto no continente como nas regiões autónomas.

O sindicato estima que pelo menos 50 mil atos tenham ficado por realizar, "representando uma perda significativa de receitas para o Instituto dos Registos e do Notariado". A paralisação teve início na segunda-feira, 8 de junho.

De acordo com o STRN, os maiores impactos registaram-se nos distritos de Aveiro, Beja, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Portalegre, Santarém, Setúbal e Vila Real, bem como nos Açores e na Madeira. Muitos serviços permaneceram encerrados, destaca a estrutura sindical.

Os serviços que se mantiveram abertos enfrentaram "limitações severas" no atendimento aos cidadãos. "Tempos de espera prolongados e vários serviços apenas parcialmente operacionais, devido à falta de recursos humanos", refere o sindicato.

A direção do STRN exige soluções por parte do Governo. "O Governo deve concentrar-se na resolução dos problemas estruturais que o setor enfrenta e retomar o trabalho sério que desenvolveu em 2023, seguindo o próprio 'caderno' que então elaborou enquanto oposição. As soluções estão identificadas, mas falta vontade política para as executar", afirma.

A greve terminou com o aviso de que poderão ocorrer novas paralisações. "O STRN esclarece que não fecha a porta a novas greves. Pelo contrário, avisa: se o Governo insistir no mesmo caminho, o conflito laboral vai intensificar-se", lê-se no comunicado.

Além disso, o sindicato prepara-se para avançar para tribunal, com o objetivo de travar "um combate brutal no plano jurídico" contra a negociação coletiva, por considerar que existem "ilegalidades e inconstitucionalidades".

amanda.lima@dn.pt

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