Governo paga mais de 2,6 milhões de euros a professores que corrigiram exames nacionais
O Governo autorizou o pagamento de 2,674 milhões de euros aos professores que classificaram os exames nacionais do ensino secundário nas duas fases deste ano, depois de um processo marcado por vário constrangimentos que resultaram da digitalização dos exames. As escolas podem, a partir desta sexta-feira, 14 de agosto, requisitar as verbas à Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) e incluir os pagamentos no vencimento de agosto.
Em comunicado, o Ministério da Educação esclarece que fixou em um euro o pagamento por cada item classificado em suporte digital e em dez euros por cada exame corrigido em papel, no caso das provas de Geometria Descritiva e de Desenho A. O despacho prevê ainda, nos processos de reapreciação, o pagamento de 12 euros por prova aos professores, contra os oito euros anteriormente pagos. Nos processos de reclamação, os professores especialistas recebem 18 euros por exame, face aos anteriores 16 euros.
Na primeira fase foram mobilizados mais de 11 mil professores, responsáveis pela classificação de mais de 290 mil provas, enquanto na segunda fase participaram mais de 4500 docentes, que classificaram cerca de 82.500 provas. No conjunto das duas fases, foram classificados mais de 2,5 milhões de itens através da plataforma eletrónica, refere o comunicado.
O Ministério da Educação justifica o pagamento com o “compromisso, a disponibilidade, o profissionalismo e o rigor” dos professores, que trabalharam com prazos exigentes e segundo os critérios definidos pelo Júri Nacional de Exames. O Governo considera que o reconhecimento é “ainda mais justo este ano”, uma vez que o processo decorreu na primeira fase com “constrangimentos e perturbações que dificultaram o trabalho dos professores classificadores”.
O gabinete do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre salienta ainda que esta decisão representa o regresso de uma compensação que não era paga aos professores classificadores do ensino secundário desde 2010.
