Governo antecipa coordenação para prevenir incêndios rurais
Foto: Pedro Castanheira e Cunha / Lusa

Governo antecipa coordenação para prevenir incêndios rurais

Esta estrutura integrada terá a atuação de três ministérios diferentes: Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.
Publicado a
Atualizado a

O Governo antecipou-se este ano na prevenção aos incêndios rurais, que castigam o país todos os verões. Foi apresentado ontem o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), numa cerimónia que contou com a presença de Luís Neves, ministro da Administração Interna (MAI) e de Nuno Melo, ministro da Defesa. Este novo centro será localizado na cidade de Leiria.

A finalidade principal é a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos. A escolha do localpara sediar o CIPO não é por acaso.

Foi a cidade mais afetada pela depressão Kristin e o rastro de destruição ainda é visível, com a destruição de áreas e material lenhoso no solo, como troncos, detritos diversos e ramos. É o cenário que em nada ajuda no combate aos incêndios rurais. E esta era uma preocupação do município, que tem envidado esforços para limpar todo o terreno.

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria, afirmou que que a instalação em Leiria do CIPO “não é apenas uma decisão operacional”, mas “também uma mensagem de enorme importância para a comunidade”, de que se está “a agir com antecipação, com consciência da dimensão do desafio” que há pela frente.

Esta estrutura integrada terá a atuação de três ministérios diferentes: Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar. De acordo com o MAI, este centro vai promover o “reforço da capacidade de planeamento, antecipação, intervenção e controlo do risco, com meios no terreno e coordenação permanente”.

“As condições que hoje encontramos no território, marcadas por uma elevada acumulação de material combustível, aumentam significativamente o risco e colocam-nos perante uma realidade que não pode ser ignorada, nem adiada”, sustentou.

De acordo com o ministério tutelado por Luís Neves, são “tempos muito exigentes no plano da proteção do território e da segurança das populações”, tendo as tempestades recentes deixado “uma acumulação massiva e altamente perigosa de material combustível numa vasta área do país” que agrava o risco de incêndio.

Fazem parte do CIPO a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), na coordenação operacional, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), na orientação técnica e gestão florestal, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), na monitorização e avaliação, a GNR, na fiscalização, as Forças Armadas, através do apoio operacional e logísticos, e um oficial de ligação nomeado pela Liga dos Bombeiros portugueses.

* Com Lusa

Governo antecipa coordenação para prevenir incêndios rurais
Incêndios: "Queremos melhores resultados. Os investimentos têm de ter esse retorno”, diz Montenegro
Governo antecipa coordenação para prevenir incêndios rurais
Governo canaliza 52 milhões do PRR para a prevenção de incêndios

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt