A Fundação Aga Khan vai doar 1,5 milhões de euros para apoiar a reconstrução de áreas afetadas pelo mau tempo, condicionando parcialmente o uso das verbas à reconstrução de escolas, apoio a estudantes e famílias e criação de microflorestas.O Ismaili Imamata e a Fundação Aga Khan, instituições sediadas em Portugal e lideradas pelo Príncipe Rahim Aga Khan (Aga Khan V), vão doar 1,5 milhões de euros “para apoiar a reconstrução e revitalização das zonas do país mais afetadas pelas recentes tempestades”, mas o “contributo financeiro” tem a utilização parcialmente direcionada.“Este contributo financeiro, deverá ser parcialmente utilizado no apoio a estudantes e suas famílias, bem como no reforço das estruturas de ensino, contribuindo para que as escolas possam retomar o seu funcionamento normal e em condições de segurança. A criação de microflorestas e de espaços verdes que contribuam para a estabilização do ecossistema, deverão igualmente ser alvo deste investimento”, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira, 17 de fevereiro.Segundo o comunicado, “a implementação do programa de ajuda” vai ser feita “em estreita coordenação com o Governo e com as autoridades nacionais e locais, de forma a garantir que esta ajuda seja um contributo efetivo para as comunidades que mais sofreram com as intempéries que afetaram o país”.A Fundação Aga Khan apresenta-se como “uma agência da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) que reúne um conjunto de organizações lucrativas e não lucrativas, as quais trabalham para a melhoria das condições e da qualidade de vida das populações mais vulneráveis, independentemente da sua origem, género ou religião”..Quatro mil empresas já reportaram danos de quase mil milhões de euros, diz ministro da Economia. Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.