Quatro mil empresas já pediram apoio na sequência das tempestades que assolaram o país, no valor de quase mil milhões de euros, revelou este sábado, 17 de fevereiro, em Sobral de Monte Agraço, o ministro da Economia e Coesão Social.“A nível das empresas, já há muitas candidaturas, estamos a falar de mais de quatro mil empresas que se candidataram, num valor que anda já a chegar aos mil milhões de euros, já passa os 900 milhões, e já estão na conta das empresas mais de 200 processos”, disse Manuel Castro Almeida, citado pela agência Lusa. .Agricultores com 1695 declarações de prejuízo a Norte, 70% são do Douro.O ministro também adiantou que foram entregues mais de 11 mil pedidos de apoio para estragos em habitação própria.Segundo o ministro, já começaram a ser feitos pagamentos pelas CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.“Nós demos prioridade, evidentemente, às pessoas, depois às fábricas, onde estão os empregos das pessoas, mas agora é a altura de podermos avaliar muitos prejuízos que as câmaras tiveram”, disse o ministro, citado pela Lusa.As CCDR também há começaram a analisar e a pagar os primeiros pedidos de apoio efetuados pelas câmara municipais, garantiu Manuel Castro Almeida. No passado dia 13 de fevereiro, o balanço do Governo apontava para "mais de 8 200 pedidos de cidadãos ou famílias" para apoio à recuperação de casas danificadas. No apoio às famílias com perda de rendimento ou em situação de carência, contabilizava mais de duas mil candidaturas.Relativamente às empresas, reportava de 3800 candidaturas, num montante que "já supera os 850 milhões de euros", o que levou o Governo a reforçar a linha de crédito à tesouraria de 500 para mil milhões de euros.No setor agrícola, havia 4500 pedidos de apoio "provenientes de todo o território nacional, e não apenas das áreas em estado de calamidade ou contingência", sublinhava o Executivo em comunicado. .Câmara de Torres Vedras mostra estragos nas estradas do concelho provocados pelas tempestades. Portugal foi assolado por sucessivas tempestades desde o final de janeiro, tendo sido decretada a situação de calamidade em perto de 70 municípios do país, após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.Muitas empresas ficaram impedidas de laborar e há pessoas que ainda não podem voltar às suas habitações devido aos estragos provocados por ventos, inundações e derrocadas. O primeiro-ministro anunciou na passada quinta-feira, dia 12 de fevereiro, a criação do Plano Portugal de Recuperação e Resiliência (PTRR) prometendo apresentar "brevemente um programa" estruturado..Deslizamento de terras em Almada atinge três casas e obriga a retirar 20 pessoas