Pelo uso do fardamento amarelo, são conhecidos como "canarinhos”
Pelo uso do fardamento amarelo, são conhecidos como "canarinhos”Gerardo Santos

Força Especial de Proteção Civil avança para greve por falta de pagamento de horas extraordinárias

Desde logo, o sindicato vinca que "o socorro está garantido, através dos serviços mínimos decretados".
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Os operacionais da Força Especial de Proteção Civil (FEPC) vão cumprir uma greve entre 20 e 24 de julho. A paralisação será nacional e ocorre em protesto contra a falta de pagamento do trabalho suplementar, explica o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (Sinfap), em comunicado. Desde logo, vinca que "o socorro está garantido, através dos serviços mínimos decretados".

Os profissionais exigem "receber, de forma atempada, a remuneração pelo trabalho que efetivamente prestaram" desde o ano passado. "Esta greve representa um verdadeiro grito de revolta dos operacionais da FEPC, que há demasiado tempo aguardam o pagamento de valores legalmente devidos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)", lê-se no documento.

Estão em causa os pagamentos referentes às horas prestadas no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2025 e da resposta operacional à depressão Kristin, ocorrida no final de janeiro deste ano. O mesmo vale para o trabalho suplementar gerado pela própria escala de serviço, complementa o sindicato.

Estes operacionais especializados dedicam-se à prevenção, combate a incêndios rurais, busca e socorro em cenários complexos (nacional e internacional) e apoio à recuperação de comunidades. Pelo uso do fardamento amarelo, são conhecidos como "canarinhos”.

O SinFAP afirma que, apesar das várias reivindicações apresentadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) continua a adiar a regularização dos valores em dívida, que, segundo o sindicato, ascendem "a milhares de euros por operacional" em alguns casos.

Mais sublinham que a greve "não representa uma desistência da missão de servir Portugal", mas sim um apelo para que sejam respeitados os direitos dos profissionais. O Sinfap defende que os problemas enfrentados pelos operacionais apenas ganham visibilidade durante o verão, quando os incêndios rurais colocam o dispositivo de proteção civil sob maior pressão, apesar de o trabalho destes profissionais decorrer durante todo o ano.

amanda.lima@dn.pt

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