O criador do Football Leaks, Rui Pinto, foi esta quarta-feira, 29 de abril, absolvido dos 241 crimes de que era acusado, com a juíza a criticar o facto de este ter sido sujeito a dois julgamentos seguidos pelos mesmos factos.A acusação do Ministério Público foi considerada "inválida" pelo coletivo de juízes e, como tal, tida como "improcedente", num processo no qual o arguido terá sido tratado "por três diferentes formas" e sem ter tido a sua "dignidade enquanto pessoa humana" respeitada.Em declarações ao DN, Francisco Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, considera que se trata de uma absolvição "que honra a Justiça portuguesa", apontado ao Ministério Público. "É também", acrescenta, "uma decisão que veio dar-nos razão na denúncia que fizemos, ao longo do tempo, da estratégia perversa do Ministério Público de procurar eternizar a perseguição judicial do Rui Pinto".Em janeiro, aquando da abertura deste processo, os advogados de Rui Pinto manifestaram "repúdio pela atitude do Ministério Público, defendendo que este já tinha sido julgado e condenado pelos mesmos crimes. Neste segundo processo Rui Pinto respondia por 201 crimes de acesso ilegítimo qualificado, 23 crimes de violação de correspondência agravados e 18 crimes de dano informático.Além do Benfica, entre as figuras e instituições visadas, encontram-se também outros clubes, Liga, empresas, sociedades de advogados, juízes, procuradores, Autoridade Tributária e Rede Nacional de Segurança Interna.Rui Pinto foi condenado no caso 'Football Leaks', em setembro de 2023, pelo Juízo Central Criminal de Lisboa, a quatro anos de prisão com pena suspensa, por crimes de extorsão na forma tentada, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo. (Em atualização).Tribunal mantém quatro anos de pena suspensa a Rui Pinto, mas perdoa-lhe pagamento de indemnizações