A família de Martim, um estudante de Viseu que teve problemas no acesso ao exame nacional de Português, contesta as declarações do ministro da Educação que apontavam para a resolução do problema. Os pais garantem que subsistem dúvidas sobre a documentação recebida e defendem que o processo está longe de estar encerrado. “Na Assembleia da República, o senhor ministro afirmou que a situação do Martim já estava resolvida. Queremos acreditar que o senhor ministro não estaria na posse de todos os dados, uma vez que essa realidade, infelizmente, não corresponde à verdade”, afirmou ontem a mãe do aluno, Sofia Castro.O caso remonta à divulgação das notas dos exames nacionais da 1.ª fase, quando o estudante recebeu uma classificação negativa de 4,6 valores por faltarem folhas da prova realizada. Recorreram ao tribunal, que decidiu a favor do estudante após uma providência cautelar. A mãe do estudante entende que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, induziu a opinião pública em erro e diz querer “esclarecer um equívoco que se gerou”. “De facto, foi-nos enviado um PDF. No entanto, detetámos várias irregularidades. Recebemo-lo no sábado, às 18h50, via email, através da escola, e no domingo de manhã enviámos um email a apresentar, uma por uma, essas irregularidades, solicitando um esclarecimento, uma vez que levantávamos algumas dúvidas concretas”, explica.Sem detalhar as alegadas irregularidades identificadas no documento recebido, Sofia Castro adiantou que as questões serão encaminhadas para os órgãos competentes..Reapreciação de exames incompletos é “inconstitucional e ilegal”