Provas estão num armazém em Sintra
Provas estão num armazém em SintraFoto: Tiago Petinga / Lusa

Exames nacionais. Professores informados que plataforma estará “temporariamente indisponível” na quarta-feira

“Continuam a existir classificadores que ainda não tiveram acesso à plataforma e outros que, tendo acesso, não têm itens para classificar”, denuncia a Missão Escola Pública.
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Os professores classificadores foram informados que a plataforma eletrónica em que é feita a correção dos exames nacionais do ensino secundário estará “temporariamente indisponível” na quarta-feira, revelou a Missão Escola Pública.

Será realizada uma intervenção de manutenção, pelo que a Plataforma de Classificação e Supervisão estará temporariamente indisponível”, refere a mensagem partilhada pelo movimento de professores.

Em declarações à Lusa, Cristina Mota, da Missão Escola Pública (MEP) sublinha que, a confirmar-se, será mais um dia em que os docentes não vão conseguir corrigir as provas, tornando impossível o cumprimento dos prazos.

Na segunda-feira, os professores já tinham ficado sem acesso à plataforma de classificação, que esteve em manutenção durante algumas horas devido a uma fragilidade detetada na segurança do sistema.

Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, nas últimas semanas, professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plataforma de distribuição e classificação.

Na segunda-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação garantiu que "os grandes obstáculos estão todos resolvidos" e que os exames ainda em atraso seriam distribuídos até ao final daquele dia.

“Continuam a existir classificadores que ainda não tiveram acesso à plataforma e outros que, tendo acesso, não têm itens para classificar”, contrapôe Cristina Mota.

Devido aos problemas técnicos identificados logo nos primeiros dias do processo, o Governo adiou a divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.

Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), mas a MEP alerta que os quatro dias adicionais são, ainda assim, insuficientes e que, por conta dos sucessivos constrangimentos, muitos professores não vão dispor dos 10 dias para cumprir a tarefa.

Já não temos os 10 dias e, não tendo sequer metade dos itens totais que cada um certamente terá de classificar, vai ser impossível cumprir estes prazos”, alertou a professora.

Ainda na semana passada, a MEP defendeu a realização da segunda fase dos exames nacionais apenas no início de setembro, por considerar que o adiamento anunciado pelo Governo não respondia às dificuldades enfrentadas no processo de correção.

O mais prudente, neste momento era reunirem-se os cadernos e serem entregues aos agrupamentos para que os professores os classificassem no formato papel”, acrescenta Cristina Mota.

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