O ministro da Educação, Fernando Alexandre
O ministro da Educação, Fernando AlexandreFoto: Leonardo Negrão

Exames nacionais: Ministro da Educação diz que decisão de estender prazo de correção foi "política"

Fernando Alexandre continua a acreditar que o modelo digital é "mais equitativo" e "muito mais eficiente" do que o anterior, que se baseava nas folhas de teste em papel.
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O ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse que a extensão do prazo de correção dos exames nacionais foi tomada de forma "política" para garantir a correção "com o tempo necessário". Apesar disso, o responsável afirmou que, "se calhar, tecnicamente", nem sequer seria preciso essa extensão.

Falando aos jornalistas, o ministro insistiu que o modelo de correção digital adotado este ano letivo para os exames nacionais é "muito mais eficiente e o mais seguro, apesar das falhas na correção do sistema registadas pelos professores corretores.

Para além disso, Fernando Alexandre sublinhou que este modelo vai ser mantido na correção da segunda fase dos exames nacionais deste ano, dizendo que estão “a trabalhar já para que as dificuldades que tivemos na primeira fase não ocorram".

“Porque este é um modelo muito mais eficiente, muito mais transparente, muito mais equitativo”, frisou ainda, acrescentando que, com este modelo, estão a “ impedir com este processo que milhares e milhares de professores andem a transportar folhas para casa ou para a escola”

“[Os exames] Estão centralizados, estão seguros nas instalações da imprensa nacional [...] e isso garante a integridade também”, acrescentou.

Questionado sobre se esperava se o novo sistema tivesse corrido melhor, Fernando Alexandre respondeu que “claro que sim”. “ Lamento, já pedi desculpa, faremos uma auditoria e serão apuradas as responsabilidades”, sublinhou.

Já sobre as preocupações levantadas com o excesso de trabalho dos professores examinadores, o ministro afirmou apenas que os classificadores são “grandes profissionais” e que confiava na “sua competência” para garantir que todos os alunos terão os seus exames bem classificados.

“Por isso é que politicamente eu decidi prolongar o prazo [de correção dos exames] porque se calhar tecnicamente eu não tinha que o fazer, precisamente para garantirmos que os professores tinham o tempo necessário para corrigir”, sublinhou ainda o responsável.

Para além disso, disse ainda Fernando Alexandre, o facto de haver vários professores que "por questões de saúde meteram atestado médico".

O prazo de correção, marcado para a passada terça-feira, foi prorrogado para esta quarta-feira ao meio dia. A data de publicação das pautas mantém-se esta sexta-feira.

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