Ex-chefe da segurança de Cabrita constituído arguido

É o terceiro arguido no inquérito ao atropelamento mortal na A6 pelo carro onde seguia o ex-ministro da Administração Interna, depois do próprio Eduardo Cabrita e do seu motorista

O antigo chefe de segurança pessoal de Eduardo Cabrita, um elemento da PSP, foi esta quinta-feira constituído arguido no caso do acidente da A6 que provocou a morte por atropelamento a um trabalhador que se encontrava naquela via, segundo o "Observador".

É o terceiro arguido deste processo relativo ao acidente que envolveu o atropelamento mortal de Nuno Santos, funcionário da empresa que efetuava trabalhos de manutenção na Autoestrada A6, a 18 de junho de 2021, depois do próprio então ministro da Administração Interna e do seu motorista, Marco Pontes.

O chefe de segurança, Nuno Miguel Mendes Dias, seguia atrás do carro perto de Eduardo Cabrita, mas na faixa da direita.

Inquirido como testemunha em fase de inquérito, a 25 de junho passado, alegou desconhecer a velocidade a que circulavam os veículos da comitiva do ex-governante, que vai ser constituído arguido. Nessa ocasião, referiu não ter noção da velocidade a que circulava a comitiva, "sendo a velocidade adequada a cada missão, ao momento e ao local".

O chefe de segurança argumentou ainda que o posicionamento das viaturas nessa deslocação na Autoestrada 6 (A6), com o automóvel do ministro na faixa mais à esquerda e os outros veículos desenquadrados por razões de segurança, era o normal neste tipo de viagens.

O Observador recorda que a reabertura do inquérito foi determinada em meados de janeiro e dava 45 dias à procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora para reabrir o caso e constituir arguidos o responsável pela segurança do então ministro e o próprio ministro, que é responsável hierarquicamente pelo motorista. A magistrada tinha ainda que concluir se o comportamento de ambos devia resultar ou não numa acusação.

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