Com uma maior frequência e linhas diretas poderia aumentar a utilização dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa, região onde mais de metade das pessoas inquiridas pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) recorrem ao automóvel para as suas viagens diárias.Esta é uma das conclusões do estudo Tendências Urbanas de Mobilidade 2026 apresentadas na tarde desta quarta-feira (8 de julho) e no qual foram analisadas as respostas de 1850 pessoas ouvidas pela Pitagórica para este trabalho do ObservatórioACP.Nesta pesquisa confirma-se que a grande maioria (85%) dos inquiridos faz deslocações todos os dias úteis, sendo o trabalho o principal motivo para essa movimentação (61%). As compras surgem em segundo lugar, mas a larga distância (19%).Entre os diversos itens analisados no trabalho merece destaque a disponibilidade dos inquiridos em utilizar os transportes públicos caso estes aumentem a frequência e os horários (60%), seguindo-se as ligações rápidas e com menos transbordos (44%) e a redução do congestionamento automóvel (38%).Perante estas respostas a conclusão é a de que o maior entrave à mudança nos modos de deslocação se deve à falta de alternativas.Outra crítica está relacionada com a confiança que os clientes têm em relação aos transportes públicos. Neste particular não há nenhum dos operadores com uma avaliação positiva num indicador que vai do -100 a + 100 e em que uma classificação superior a 50 é considerado excelente. O melhor classificado é o metropolitano de Lisboa com uma avaliação de zero. A Carris e a Transtejo/Soflusa registam os valores mais baixos (-26 e -28, respetivamente).Outro aspeto do trabalho teve como objetivo perceber o que dizem os residentes nos vários municípios sobre as políticas relacionadas com a mobilidade.E, neste aspeto, são apontados três aspetos que as pessoas ouvidas gostariam de ver alterados: há excesso de trânsito, falta estacionamento e de fiscalização/presença policial.Numa avaliação mais próxima de cada autarquia, as de Oeiras, Barreiro e Cascais são as que reúnem mais elogios. Já Setúbal é a única na área metropolitana a ter destaque pela negativa.Também em Setúbal, mas neste ponto com a companhia de Almada, é destacado pela negativa o facto de não ser habitual, ou muito residual, ver representantes das autoridades nas zonas de residência.Numa perspetiva futura são apontadas como apostas para a melhoria da mobilidade: uma rede de transportes públicos elétrica, incentivos fiscais ou descontos em passes e transportes verdes e a redução do tráfego automóvel nos centros urbanos. .Transportes públicos: Lisboa é das capitais com preços mais elevados em relação ao rendimento.Governo anuncia instalação de mais radares de controlo de velocidade nas estradas