Estudantes manifestam-se em Lisboa e ministro defende atualização das propinas segundo a taxa de inflação
FOTO: GERARDO SANTOS

Estudantes manifestam-se em Lisboa e ministro defende atualização das propinas segundo a taxa de inflação

Manifestação começou no Rossio e vai terminar em frente à Assembleia da República. ​Ministro da Educação defende aumento das propinas de acordo com a inflação.
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Fernando Alexandre, ministro da Educação, defendeu esta terça-feira 24 de março, o aumento das propinas de acordo com a inflação.

"Aquilo que defendemos é que, de facto, a propina deve até ser atualizada de acordo com a taxa de inflação, porque, de facto, tem vindo a diminuir nos últimos anos", afirmou Fernando Alexandre no final de uma reunião, em Lisboa, com associações e federações de estudantes do ensino superior.

Ainda assim, o governante não dá como certo o aumento, uma vez que “a discussão do orçamento [do Estado] será iniciada em breve e será discutido em Conselho de Ministros”.

Quanto à capacidade de alojamento, o ministro garante que o próximo ano letivo começará com mais 14 mil camas nas residências, assegurando que há obras a ser concluídas que permitirá esse reforço nos "próximos meses".

Estas declarações surgem no dia em que largas centenas de estudantes universitários de todo o país se manifestam em Lisboa pela gratuitidade no ensino superior, melhores bolsas e mais alojamento.

No dia nacional do estudante, que esta terça-feira se assinala, mais de 50 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE) de diferentes zonas do país, entre associações de estudantes, associações académicas, núcleos, grupos académicos, tunas e comissões de residentes, participam na manifestação que começou no Rossio e vai terminar em frente à Assembleia da República.

“Queremos um ensino superior para todos e cada vez há menos estudantes a entrar no ensino superior e são mais suscetíveis os mais pobres que não conseguem entrar” disse à Lusa o porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma das organizadoras da manifestação.

Vasco Josué defendeu a gratuitidade das propinas, referindo que a sua bolsa é insuficiente e que sobram apenas 20 euros e pouco mais para a alimentação.

O protesto junta largas centenas de estudantes de várias zonas do país e entre os cartazes destacam-se as frases: “com as residências da FCT[ Faculdade de Ciências e Tecnologias] por abrir, onde vamos dormir?” e a “Educação é um direito”.

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