Ensino Superior: 1168 colocados na terceira fase do concurso nacional
A terceira fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao ensino superior colocou 1168 novos estudantes, elevando para 52 008 o número total de admitidos em 2026/2027, após as três fases do concurso. Os dados divulgados pelo Instituto para o Ensino Superior (IES) mostram que, no final deste processo, ficaram ocupadas 92,5% das 56 228 vagas inicialmente colocadas a concurso.
A análise dos resultados divulgada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) contabiliza 1813 estudantes colocados nesta fase, dos quais 1168 são novos colocados e 645 correspondem a recolocações. O número de colocados aumentou 31,2% face a 2025, enquanto o número de candidatos válidos cresceu 48,5% em relação ao ano anterior.
Do total de 4524 candidatos válidos, 250 não tinham concorrido em fases anteriores, 2047 tinham concorrido anteriormente mas não tinham ficado colocados, 501 tinham sido colocados numa fase anterior mas não se matricularam e 1726 já se tinham matriculado após uma colocação anterior.
Universidades com maior taxa de ocupação
No conjunto das três fases, as instituições universitárias registaram uma taxa de ocupação de 97,2%, com 31 203 estudantes admitidos para 32 098 vagas iniciais. No Politécnico, foram admitidos 20 805 estudantes para 24 130 vagas, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 86,2%.
Nesta 3ª fase, as instituições universitárias receberam 478 novos colocados, enquanto as politécnicas registaram 690. A diferença mantém-se na ocupação acumulada: as universidades aproximaram-se do preenchimento total das vaga e os politécnicos ficaram com lugares por ocupar.
Entre as instituições universitárias, a Universidade de Lisboa contabilizou 7749 estudantes admitidos, correspondendo a 99,3% das 7800 vagas iniciais. Seguem-se a Universidade do Porto, com 5078 admitidos e uma taxa de ocupação de 99,4%, e a Universidade de Coimbra, com 3843 estudantes e 97,9% de ocupação.
No subsistema politécnico, o Instituto Politécnico do Porto registou 3224 estudantes admitidos, preenchendo 99,3% das 3247 vagas iniciais. Já o Instituto Politécnico de Bragança contabilizou 954 admitidos, correspondendo a uma taxa de ocupação de 49,3%, a mais baixa entre as instituições apresentadas nos resultados.
Engenharia e construção concentram vagas por preencher
Por áreas de educação e formação, a análise do MECI identifica Engenharia, Indústria e Construção como a área com maior número de vagas sobrantes na terceira fase: 839, equivalentes a 39,9% do total de vagas por preencher. Seguem-se Ciências, Matemática e Informática, com 508 vagas, e Serviços, com 243.
Na área da Educação, foram colocados 56 estudantes na terceira fase, ficando 34 vagas por preencher. A taxa de ocupação nesta área foi de 62,2%.
A taxa de ocupação mais elevada entre as áreas discriminadas na nota do IES foi a de Humanidades, com 100,5%, seguindo-se Informação e Jornalismo, com 99,4%, e Ciências Sociais e do Comportamento, com 98,9%. Em sentido contrário, Agricultura, Silvicultura e Pescas registou uma ocupação de 48,8%, enquanto Indústrias Transformadoras ficou nos 60,2%.
Diferenças entre Litoral e Interior
A distribuição geográfica das colocações na terceira fase evidencia diferenças entre o Litoral e o Interior. De acordo com a análise do MECI, a taxa de ocupação acumulada atingiu 96,6% no Litoral e 76,7% no Interior. Na terceira fase, os valores foram de 55,2% e 33%, respetivamente.
O Interior concentra 32% das vagas totais e 40% das vagas sobrantes da terceira fase. A procura em primeira opção correspondeu a 44 candidatos por cada 100 vagas no Interior, face a 156 por cada 100 vagas no Litoral.
Por distrito, o Porto apresentou a taxa de ocupação mais elevada na terceira fase, com 78,7%, seguido de Lisboa, com 75,5%, e Braga, com 64,4%. As taxas mais baixas foram registadas em Santarém, com 17,4%, Guarda, com 18,7%, e Beja, com 23,5%.
Os resultados da terceira fase foram divulgados este sábado, 17 de outubro. Para os estudantes agora colocados, a matrícula e inscrição decorrem entre 18 e 20 de outubro, junto da respetiva instituição de ensino superior.

