Enfermeira e três bombeiros agredidos no Hospital de Santa Maria
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Enfermeira e três bombeiros agredidos no Hospital de Santa Maria

Agressão aconteceu quando duas mulheres terão tentado forçar a entrada na urgência. O hospital diz que este caso foi comunicado ao gabinete jurídico e que está a prestar apoio à enfermeira.
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Uma enfermeira e dois bombeiros foram agredidos nas urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, segundo informação avançada esta sexta-feira, 15 de maio, pela SIC Notícias.

A agressão à profissional de saúde aconteceu na noite de quarta-feira quando duas mulheres terão tentado forçar a entrada na urgência do Hospital Santa Maria, em Lisboa, sem passar pelo processo de triagem.

As mulheres deram alegadamente um estalo à enfermeira de serviço que as tentou travar. Um bombeiro acabou por intervir e também terá sido agredido. Alguns familiares das duas mulheres juntaram-se, levando a um reforço policial no local.

Mais dois bombeiros terão sido agredidos, um dos quais teve de ser assistido no local, ainda de acordo com a SIC Notícias, que cita a PSP. Todos os envolvidos terão sido identificados.

O hospital informou que o caso foi comunicado ao gabinete jurídico e que está a prestar apoio à enfermeira, adianta o canal de televisão.

A violência contra profissionais de saúde do SNS registou um aumento em 2025, ano em que foram comunicados 3429 episódios de violência, mais 848 do que em 2024, sendo que a agressão psicológica representa mais metade das situações, segundo dados divulgados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) em abril.

Perante o agravamento da situação, dez ordens profissionais apelaram ao Governo e às autoridades policiais e de saúde para tomarem medidas de “apoio às vítimas e prevenção da violência” contra os profissionais do setor.

Em comunicado, alertaram que os números da DGS “representam apenas parte do problema, porque muitos profissionais continuam a não reportar por medo, descrença ou sensação de ausência de consequências”.

As Ordens dos Psicólogos, Médicos, Nutricionistas, Veterinários, Médicos Dentistas, Fisioterapeutas, Farmacêuticos, Enfermeiros, Biólogos, e dos Assistentes sociais pedem por isso medidas como “sistemas de notificação simples e protegidos, presença adequada de segurança nos serviços de maior risco, resposta institucional imediata aos profissionais agredidos, apoio jurídico e psicológico estruturado, e uma atuação célere e consequente das autoridades”.

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