Encontrado morto na prisão suspeito do rapto e roubo de empresário de restaurante no Algarve
Foi esta sexta-feira, 24 de julho, encontrado morto na cela do Estabelecimento Prisional de Faro o homem, de 39 anos, suspeito do envolvimento no roubo e rapto de Ricardo Claro, um empresário de restauração, cujo corpo foi encontrado, em abril, em Loulé.
A informação foi avançada pelo Expresso, que cita Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. Ao semanário, fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou o óbito e afirmou que o recluso foi encontrado sem vida na cela que partilhava com outro preso.
O homem que estava em prisão preventiva “não respondeu à chamada” dos guardas, durante a abertura matinal das celas e “os primeiros indícios apontam para morte natural”, referiu a mesma fonte à publicação.
Não existem, para já, "indícios de morte violenta ou de suicídio”, referiu fonte judicial ao jornal, dando conta que será efetuada uma autópsia para determinar a causa da morte do recluso.
Ricardo Claro, de 50 anos, estava desaparecido desde 13 de março, quando a Polícia Judiciária (PJ), no dia 20 do mesmo mês, anunciou a detenção de um homem, de 39 anos, suspeito da prática do crime de rapto e roubo, no âmbito da investigação sobre o desaparecimento do empresário.
"Identificaram-se fortes indícios de que o desaparecimento não terá sido voluntário e das diligências imediatas resultou a recolha de prova, que permitiu identificar um homem diretamente envolvido nos factos em investigação", explicou a PJ, na altura.
De acordo com a polícia de investigação criminal, "os elementos apurados" até então permitiram concluir "que foi delineado um projeto criminoso que consistia na privação da liberdade da vítima, visando a apropriação de todos os objetos de valor que esta transportasse ou aos quais fosse possível aceder".
O Tribunal Judicial da Comarca de Faro decretou prisão preventiva ao suspeito, por existirem fortes indícios da prática dos crimes de sequestro agravado, roubo agravado e abuso de cartão agravado, noticiou o Expresso.
O corpo de Ricardo Claro acabou por ser encontrado, a 2 de abril, "num terreno baldio e de mato, na zona de Esteval". "Na observação ao cenário identificado, resultam fortes indícios de morte violenta que, tudo indica, terá ocorrido na data do desaparecimento", referiu a PJ.
De acordo com a SIC Notícias, a investigação apontava para três suspeitos, sendo que um foi detido e os os outros dois terão fugido para o Brasil.

