PJ detém suspeito de rapto de diretor de restaurante de luxo de Vale do Lobo desaparecido há uma semana
FOTO: Jorge Firmino / Global Imagens

PJ detém suspeito de rapto de diretor de restaurante de luxo de Vale do Lobo desaparecido há uma semana

Investigação apurou que "foi delineado um projeto criminoso que consistia na privação da liberdade da vítima". Estão a decorrer diligências com vista à localização da vítima
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A Polícia Judiciária (PJ) revelou esta sexta-feira, 20 de março, que deteve um homem suspeito da prática do crime de rapto e roubo.

Esta detenção está relacionada com o desaparecimento de um outro homem, com 50 anos, Ricardo Claro, diretor de serviços administrativos e recursos humanos num restaurante de luxo de Vale do Lobo, que está incomunicável desde 13 de março.

"Identificaram-se fortes indícios de que o desaparecimento não terá sido voluntário e das diligências imediatas resultou a recolha de prova, que permitiu identificar um homem diretamente envolvido nos factos em investigação", explicou a PJ num comunicado enviado às redações.

"Os elementos apurados permitem, para já, concluir que foi delineado um projeto criminoso que consistia na privação da liberdade da vítima, visando a apropriação de todos os objetos de valor que esta transportasse ou aos quais fosse possível aceder", pode ler-se na nota, que dá conta que estão a ser desenvolvidas "diligências de caráter técnico e operacional na região do sotavento algarvio, com vista à localização da vítima, que se mantém com paradeiro desconhecido".

Refira-se que a irmã do desaparecido alertou nas redes sociais que sabia pelos cartões bancários que Ricardo Claro "foi assaltado" e que a viatura do diretor do restaurante, um Peugeot 2008, foi encontrado na quinta-feira, 19, estacionado junto a um restaurante em Olhão, tendo a chave sido recuperada perto do local onde o veículo estava estacionado.

O detido, com 39 anos, será presente às autoridades judiciárias competentes para efeitos de interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. Segundo o Correio da Manhã, trata-se de um trabalhador da mesma empresa da vítima.

A investigação prossegue a cargo da PJ "a fim de esclarecer devidamente os factos".

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