Detido rapaz de 16 anos que ligou para o 112 a dizer que havia reféns numa escola de Lisboa. Era mentira
João Girão

Detido rapaz de 16 anos que ligou para o 112 a dizer que havia reféns numa escola de Lisboa. Era mentira

Para o local, uma escola de Belém, foram acionados vários meios, mas veio-se a perceber que a ameaça era falsa.
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Na sexta-feira, 5 de junho, pelas 12h00, o 112 recebeu uma chamada de alguém que dizia estar numa sala de aulas de uma escola de Lisboa e que um indivíduo mantinha os alunos sequestrados sob ameaça de uma arma de fogo. Para o local, uma escola de Belém, foram acionados vários meios, mas veio-se a perceber que a ameaça era falsa, tendo o autor da chamada, um rapaz de 16 anos, sido detido por crime de abuso e simulação de sinais de perigo.

Na sequência da chamada telefónica, perante a “possibilidade de estar reunido um crime grave, violento e complexo, onde se encontravam várias crianças em perigo”, foram acionadas para o local várias valências da PSP, nomeadamente Investigação Criminal, Escola Segura, Equipas de Intervenção Rápida, Equipa de Prevenção e Reação Imediata, e outros meios de patrulhamento ordinário, segundo um comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa divulgado esta segunda-feira, 8 de junho.

“Após a aproximação policial, verificou-se através da administração da escola que nada se anormal se passaria no local, tratando-se de uma chamada com contornos falsos”, explica essa nota. Foram então desenvolvidas diligências para apurar a identidade do autor da denúncia falsa e proceder à sua interceção, o que aconteceu minutos depois.

“Confrontado com os factos, o autor do telefonema confessou que fez a chamada por motivos fúteis, desconhecendo as repercussões que a sua ação provocou, nomeadamente no acionamento dos meios policiais que se deslocaram em marcha de urgência para o local”, diz a PSP.

O adolescente foi detido, sendo depois libertado e notificado para comparecer perante a Autoridade Judiciária competente.

No comunicado, a PSP aconselha a não praticar este ato, uma vez que estas chamadas bloqueiam linhas de emergência vitais e mobilizam meios desnecessários.

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