Detido em operação que apreendeu cocaína encontro morto. Serviços Prisionais abrem inquérito
Morreu um dos detidos na operação que apreendeu cinco toneladas de cocaína num navio porta-contentores. O indivíduo estava no estabelecimento prisional da Polícia Judiciária (PJ) enquanto aguardava ser presente em tribunal para primeiro interrogatório.
A informação, inicialmente avançada pelo Correio da Manhã, foi confirmada pelo DN. A PJ confirma a morte, mas não indica se foi um dos dois clandestinos na embarcação ou o membro da tripulação detido.
Em conferência esta tarde, João Oliveira, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), informou que os detidos têm 38, 41 e 43 anos. Os clandestinos são de nacionalidade italiana e colombiana, enquanto o membro da tripulação é de nacionalidade indiana.
Este último, segundo a PJ, prestava apoio aos dois ilegais na embarcação. O navio era proveniente do Panamá e foi intercetado pelas autoridades portuguesas a1.185 quilómetros de Lisboa.
Foram apreendidas cinco toneladas de cocaína, além de "vários objetos utilizados no processo de navegação, arremesso da droga ao mar e transporte da cocaína".
Investigação
Em nota enviada mais tarde, a PJ explicou que "a ocorrência verificada no Estabelecimento Prisional Anexo à Polícia Judiciária constitui uma situação distinta, que desencadeou procedimentos legais e processuais adequados, razão pela qual não foi referida na conferência de imprensa".
Mais detalha que "oportunamente, lhe foi comunicada a ocorrência de um óbito no Estabelecimento Prisional Anexo à PJ, tendo sido imediatamente acionados os mecanismos legalmente previstos para a investigação das circunstâncias em que o mesmo ocorreu".
Por estar um curso uma investigação, a Judiciária destaca que não pode fornecer mais informações. "Atendendo a que se encontra em curso uma investigação criminal, a cargo da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo desta Polícia, destinada ao apuramento das causas e circunstâncias dessa morte, não pode a PJ adiantar qualquer hipótese quanto à origem do óbito nem qualquer outra informação sobre aqueles factos".
Na sequência, os Serviços Prisionais abriram um inquérito para apurar as circunstâncias do óbito. À Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), afirmou que “um detido, entrado com mandado de condução à cadeia na sequencia das detenções da operação ‘SkyDrop’, foi encontrado sem vida na cela que ocupava sozinho no Estabelecimento Prisional instalado junto à Polícia Judiciária de Lisboa".
amanda.lima@dn.pt

