Convocada vigília solidária para com os manifestantes detidos no Campus da Justiça
Os ativistas do Movimento pela Habitação vão estar em vigília, a partir das 13h30 desta segunda-feira, 26 de outubro, no Campus de Justiça, onde vão ser ouvidos os manifestantes detidos pela PSP na madrugada de domingo.
Os 25 manifestantes detidos pela polícia vão ser esta segunda e terça-feira sujeitos a interrogatórios judiciais.
As equipas de logística e de cuidados da acampada solicitaram voluntários para organizar os apoios às ações a realizar nos próximos dias.
Paralelamente, as assembleias populares dos movimentos pela habitação continuam agendadas, diariamente, para a Praça do Rossio, em Lisboa, e para a Praça de D. João I, no Porto.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial, pedindo esclarecimentos ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro. Só o PSD, partido do Governo, defendeu a atuação da polícia.

