Câmara do Porto determina abate urgente de 19 árvores na Avenida dos Aliados por razões de segurança
Pedro Granadeiro

Câmara do Porto determina abate urgente de 19 árvores na Avenida dos Aliados por razões de segurança

Depois do incidente do dia 16 de agosto, que fez três feridos, o município mandou fazer uma avaliação geral ao arvoredo.
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A Câmara Municipal do Porto decidiu abater 19 árvores da Avenida dos Aliados. Depois de no dia 16 de agosto, durante a etapa final da Volta a Portugal, três pessoas terem ficado feridas na sequência da queda de uma árvore na emblemática avenida portuense, o município Porto deu início a uma avaliação urgente de todo o arvoredo, tendo identificado riscos para a segurança de pessoas e bens e por isso determinado o abate urgente das árvores em risco e a renovação progressiva do restante arvoredo. 

“Esta não é uma decisão de natureza paisagística, é uma avaliação técnica que identifica um risco para a segurança das pessoas. É precisamente por isso que temos de ser rigorosos e atuar preventivamente”, defendeu o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, no comunicado da autarquia onde é explicada a decisão.

"A avaliação técnica identificou fragilidades fitossanitárias graves em 19 exemplares das espécies Acer platanoides Deborah e Acer platanoides Crimson King, como lenho morto, podridões, cavidades, desequilíbrio das copas e risco de rutura", segundo se pode ler no comunicado da autarquia, que acrescenta: "O parecer técnico dos serviços municipais indica que estas condições comprometem seriamente a estabilidade e a viabilidade dos exemplares, representando um risco para a segurança de pessoas e bens."

A intervenção será estratégica e terá em conta a renovação do alinhamento arbóreo de toda a avenida. "As restantes 37 árvores do arruamento serão mantidas e continuarão a ser regularmente monitorizadas, sendo prevista a sua substituição gradual, num prazo máximo de dois anos, em função da evolução do respetivo estado fitossanitário e dos riscos aparentes para a segurança de pessoas e bens".

Serão ainda repostas 15 árvores em falta, da espécie Quercus coccínea, comummente conhecida como carvalho-escarlate, "uma espécie com maior resistência e adaptação às condições urbanas" e "assegurar a coerência paisagística de um dos principais eixos monumentais da cidade".

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