11 mil clientes ainda sem luz. Chuva continua até quinta. Várias linhas ferroviárias com constrangimentos

Acompanhe aqui todas as incidências desta segunda-feira relacionadas com o mau tempo que tem assolado o país. Haverá chuva até quinta-feira, mas tempestades estão a dar tréguas.
11 mil clientes ainda sem luz. Chuva continua até quinta. Várias linhas ferroviárias com constrangimentos
Pedro Correia / Global Imagens (Arquivo)

Alerta de cheias no Tejo desce de vermelho para amarelo

O nível de alerta para cheias na bacia do Rio Tejo baixou hoje de vermelho para amarelo, após a descida sustentada dos caudais e o regresso gradual do rio ao seu leito normal, anunciou a Proteção Civil.

“O plano especial de emergência para cheias passou hoje do alerta vermelho para o nível amarelo, face à descida sustentada dos caudais e ao regresso gradual do rio ao seu leito normal. Ainda assim, mantêm-se muitos constrangimentos em estradas e zonas alagadas”, explicou à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.

A decisão de baixar o nível de alerta foi tomada em Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém às 09:00, numa altura em que grande parte do rio já se encontra dentro do leito habitual, permitindo planear a fase de recuperação, embora ainda com muitas zonas alagadas, nomeadamente na Lezíria do Tejo.

Segundo dados do SVARH das 10:00, em Almourol - ponto de referência das descargas das barragens a montante e afluentes - o caudal situava-se nos 2.284 m³/s. As barragens de Castelo de Bode (568 m³/s), Pracana (78 m³/s) e Fratel (1.596 m³/s) totalizavam 2.242 m³/s.

“Não há critérios para se manter no vermelho ou no laranja. O plano vai permanecer no nível amarelo durante alguns dias, porque ainda existem muitos constrangimentos em estradas e zonas completamente alagadas. É uma fase de manutenção, e queremos também alertar a população de que nada está totalmente resolvido e que teremos ainda algumas semanas de recuperação”, explicou Lobato.

Já no domingo, ao final do dia, o comandante antecipava a descida do nível de alerta, salientando que “na parte norte do distrito, o rio já estava praticamente dentro do leito”, faltando apenas normalizar totalmente a sul, na zona da Lezíria.

O responsável lembrou que o plano foi ativado em 24 de janeiro no nível amarelo, sendo elevado diretamente a vermelho em 05 de fevereiro, por precaução, face à previsão de descargas significativas das barragens espanholas e precipitação persistente.

“Ainda que não tenhamos atingido os 10 mil m³/s, pelo princípio da precaução decidimos passar para o nível vermelho. Nessa noite chegámos aos 8.600 m³/s e, na madrugada do dia 06, à 01:00, registámos o pico máximo desta cheia, com 9.057 m³/s em Almourol”, declarou.

Lobato destacou a coordenação entre entidades e o comportamento da população durante o período crítico, sem danos humanos a registar.

“Fizemos tudo o que tínhamos para fazer e atempadamente. Fizemos proteção civil, por assim dizer. Não tivemos casos graves de pessoas feridas ou situações similares”, concluiu.

Com o alerta agora em nível amarelo, as autoridades mantêm vigilância permanente e apelam à prudência, enquanto se inicia a fase de recuperação nas zonas afetadas.

Lusa

Buscas por casal de idosos de Montemor-o-Velho retomadas hoje de manhã com menos meios

As buscas para encontrar o casal de idosos do concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, que está desaparecido desde sexta-feira foram retomadas na manhã de hoje, mas com menos meios e operacionais.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, João Paulo Contente, disse à agência Lusa que as buscas de hoje contam com cinco operacionais da corporação e dois veículos, enquanto a GNR confirmou duas patrulhas, com quatro elementos, quando não existam outras ocorrências.

O casal, de 68 e 65 anos, residente em Verride, saiu de casa na terça-feira e não regressou, o que motivou o alerta de familiares pelas 19:45 de sexta-feira.

As buscas foram iniciadas ainda na sexta-feira e retomadas no sábado de manhã com quatro militares da GNR e cinco operacionais dos Bombeiros Voluntários de Soure, com o apoio de duas viaturas.

No domingo, as buscas decorreram com 13 militares da GNR e 18 bombeiros, também com o auxílio de drones, que hoje foram desmobilizados, “na zona de residência e nos trajetos que podiam ter feito”.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure adiantou que as buscas se estendem pelas freguesias de Vinha da Rainha e Samuel, na zona oeste do concelho, que abrange os campos agrícolas de arroz do Vale do Pranto.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que agora é preciso deixar baixar as águas no Vale do Mondego para ver se encontram o casal.

Lusa

Oleiros cancela Festival do Cabrito Estonado e Vinho Callum

A Câmara Municipal de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, decidiu cancelar o Festival do Cabrito Estonado e Vinho Callum, em consequência do mau tempo que afetou a região.

“Face a esta decisão [cancelamento do festival] não haverá as habituais atividades de animação no Multiusos das Devesas Altas. Assim, nas datas previstas [27 a 29 de março], só haverá cabrito estonado a ser servido nos restaurantes aderentes”, informou, em comunicado, o município de Oleiros.

Esta decisão foi tomada em reunião do executivo municipal, em consequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo concelho de Oleiros.

Segundo o presidente da Câmara de Oleiros, Miguel Marques, a decisão de servir apenas o cabrito estonado nos restaurantes aderentes “pretende apoiar os comerciantes e restaurantes locais, contribuindo para a dinamização económica da região e minimizando os impactos negativos decorrentes das recentes intempéries”.

O autarca salientou ainda que, brevemente, será divulgada a lista oficial de restaurantes aderentes, permitindo que os interessados façam a reserva com antecedência e programem a sua visita a Oleiros, para degustar esta iguaria gastronómica.

O Festival do Cabrito Estonado e do Vinho Callum é um dos principais eventos promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Oleiros.

O cabrito estonado, uma iguaria do concelho, é assado em forno de lenha, com a pele, o qual é “estonado” (remove-se o pelo que está à tona) e não esfolado.

É servido preferencialmente com um vinho local (o Callum) proveniente de uma casta autóctone de Oleiros.

Trata-se de um vinho branco, muito ligeiro e de baixo teor alcoólico, assemelhando-se ao vinho verde, com notas cítricas e florais, acidez equilibrada e persistente.

O município de Oleiros pediu a compreensão de todos face a este cancelamento e deixou um apelo à comunidade e aos visitantes para que apoiem a economia local.

Lusa

Retomada circulação ferroviária na Linha do Norte entre Soure e Coimbra-B

A circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Soure e Coimbra-B, foi retomada depois de ter estado suspensa na sequência do mau tempo das últimas semanas, segundo informação da CP.

Numa nota enviada à Lusa, a transportadora adianta também que vão realizar-se os serviços de longo curso, Alfa Pendular e Intercidades.

No entanto, a empresa alerta que podem ainda verificar-se alguns constrangimentos na circulação durante o dia de hoje, continuando a CP a trabalhar para normalizar todos os serviços.

“Os Comboios Urbanos de Coimbra estão a circular entre Coimbra-B–Alfarelos–Coimbra-B”, refere a CP - Comboios de Portugal.

Na Linha da Beira Alta, o serviço Intercidades passa a realizar-se entre Lisboa-Santa Apolónia e Guarda.

De acordo com a CP, a circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa, realizando-se apenas os comboios Regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Mantém-se ainda suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários, sendo que, a partir de hoje haverá um reforço das circulações na hora de ponta.

Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário, segundo a transportadora.

Lusa

Cerca de 11 mil clientes ainda sem eletricidade

Cerca de 11 mil clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam pelas 08:00 de hoje sem energia elétrica, informou hoje a empresa.

O balanço da E-Redes remete para as 08:00 de hoje sem indicar o total de clientes sem eletricidade no território continental.

Na nota, a empresa reforça o alerta para que a população, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastada e reporte a situação à E-Redes (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).

No balanço anterior, pelas 17:00 de domingo, a E-Redes referia que cerca de 14 mil clientes, nas localidades afetadas pela depressão Kirstin, estavam sem abastecimento de energia elétrica.

Lusa

Alerta para risco de cheias no Douro baixa mas alívio de restrições deve ser gradual

A Capitania do Douro reduziu, no sábado, o alerta para risco de cheias, mas adverte que ainda há bastante água a montante pelo que a flexibilização de medidas de alívio deve ser gradual, disse hoje o comandante adjunto.

“Reduzimos de vermelho para laranja, depois das informações que tivemos na reunião da manhã do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, no entanto, a montante, no Pinhão, ainda observamos caudais acima dos 2.500 [metros cúbicos por segundo], o que é significativo ainda. Ainda está a vir bastante água de montante”, referiu o comandante adjunto da capitania do Douro, Pedro Cervaens.

Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 08:30, Pedro Cervaens disse que, ao longo do fim de semana, os caudais do rio Douro reduziram e a situação parece agora estável.

“Em Crestuma, anda à volta dos 4.000 metros cúbicos por segundo, portanto é quase menos metade do que tinha. Parece-nos estável, equilibrado. A cota no Cais de Banhos [Porto], hoje à noite, não passou os quatro metros. Nem aquelas primeiras inundações ou entradas de água no Postigo do Carvão aconteceram”, descreveu.

“Otimista, mas atento”, Pedro Cervaens acrescentou que “não havendo pluviosidade nos próximos dias os caudais vão normalizando e os alertas vão sendo retirados”, mas alertou: “de qualquer forma não entramos no verão”.

“É verdade que sentimos um alívio. Aquela sucessão de frentes a trazer água para o continente foi tremenda. Isso, deixando de acontecer, traz uma folga. Agora, não quer dizer que voltamos a ter sol todos os dias e que entramos em verão. Vai continuar a haver água, vai continuar a haver precipitação e tem que haver atenção porque podem haver picos e cheias que possam ter algum impacto em algumas zonas e em algumas pessoas”, referiu.

Quanto à navegação no Douro, recordando que essa decisão cabe à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), Pedro Cervaens indicou que a “flexibilização de medidas” deve ter em conta outro indicador para além da água: o lixo.

“O rio tem detritos. O perigo dos troncos e tanta coisa que vem de montante pode ser perigoso para as embarcações”, afirmou.

Lusa

Comissário Europeu da Agricultura visita explorações em Leira e Pombal

O Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, vai visitar na terça-feira explorações agrícolas, nos concelhos de Leira e Pombal, afetadas pelas tempestades que atingiram Portugal, informou hoje o Ministério da Agricultura e Mar.

Em comunicado, o ministério informa que a visita acontece depois de o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ter convidado o comissário para visitar os locais fortemente afetados pelas tempestades e de Portugal ter solicitado à Comissão Europeia que acione a reserva de crise para a agricultura, um mecanismo com uma dotação anual total para a União Europeia de 450 milhões de euros.

O Comissário Europeu da Agricultura vai reunir-se com o ministro da Agricultura e, depois vai ao terreno, o que permitirá “conhecer a dimensão dos estragos causados pelas tempestades”, segundo o ministério.

José Manuel Fernandes enviou a 05 de fevereiro uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura.

O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontavam, à data, para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo. A este valor acresciam ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.

A reserva agrícola da UE permite uma resposta rápida a crises que afetem a produção ou a distribuição agrícola e dispõe de uma dotação anual de 450 milhões de euros.

Entretanto, a Comissão Europeia confirmou a 09 de fevereiro ter recebido o pedido de Lisboa para a ativação urgente do fundo da reserva agrícola e disse ainda estar a analisar a solicitação e a situação no terreno, devido ao mau tempo e as suas consequências.

O Regulamento relativo à organização comum dos mercados prevê medidas excecionais, como a ativação da reserva, que podem ser tomadas para prevenir perturbações do mercado e a acontecimentos excecionais que afetem a produção ou a distribuição e a mitigar as suas consequências.

Lusa

Terminou a isenção de portagens nos territórios afetados

A situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de janeiro nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, e duas vezes prolongada após novas tempestades, deixou de estar em vigor esta segunda-feira, bem como a isenção das portagens.

Primeiro decretada a 29 de janeiro, depois prolongada até 08 de fevereiro e posteriormente até este domingo, a situação de calamidade para 68 concelhos portugueses terminou agora, assim como a isenção das portagens nos territórios afetados, apesar das reivindicações de vários municípios.

Várias linhas ferroviárias ainda com constrangimentos na circulação

A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, da Beira Baixa, Beira Alta, do Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continuam hoje com constrangimentos ou suspensas em alguns troços na sequência do mau tempo das últimas semanas, segundo a CP.

Na linha do Norte, que assegura a ligação ferroviária entre Lisboa e o Porto, mantêm-se suspensos, “sem previsão de retoma”, os comboios de longo curso, de acordo com a transportadora, num balanço feito à agência Lusa, pelas 08:00.

Segundo a CP – Comboios de Portugal, na Linha do Norte, apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

A circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa, realizando-se apenas os comboios Regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Na Linha da Beira Alta, o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

Mantém-se ainda suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários, sendo que, a partir de hoje haverá um reforço das circulações na hora de ponta.

Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário, segundo a transportadora.

Lusa

Chuva continua até quinta-feira sobretudo no norte e centro

A chuva vai manter-se em Portugal continental até quinta-feira, principalmente nas regiões do norte e centro, mas nada de muito gravoso, segundo a meteorologista Cristina Simões, adiantando que o próximo fim de semana já será de sol.

“Vamos continuar com precipitação nas regiões do norte e centro. Não é uma situação de nada muito gravoso, no entanto sempre com alguma precipitação. Vão passando algumas superfícies frontais a afetar principalmente o norte e centro. A região sul mais protegida pelo anticiclone, que já está mais perto do continente”, disse à Lusa Cristina Simões.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), para hoje estão então previstos períodos de chuva, em especial nas regiões do norte e centro, e vento do quadrante oeste fraco a moderado por vezes forte nas terras altas,

“Na quarta-feira passa a superfície frontal de norte para sul, deve chegar ao Alentejo com períodos de chuva fraca, mas sempre no Minho e Douro litoral mais intensa. Ao ir para sul vai perdendo atividade, com chuva fraca”, referiu.

Segundo Cristina Simões, esta situação com ocorrência de chuva e aguaceiros vão manter-se até quinta-feira, que poderão ser de neve na Serra da Estrela.

No que diz respeito às temperaturas, está prevista uma descida na quinta-feira, em especial da mínima, que pode chegar aos 03 graus Celsius na Guarda.

“Parece-nos que a partir de dia 20 [sexta-feira] já não deverá ocorrer precipitação. Vamos ter um período mais prolongado com ausência de precipitação. O próximo fim de semana já com dias de sol e sem chuva”, adiantou.

Lusa

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