A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou desde a semana passada o seu dispositivo, principalmente, nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Setúbal, com foco nas "ações de proximidade, procedendo à localização, identificação e verificação do bem-estar de agregados familiares em situação de maior vulnerabilidade, incluindo idosos que vivem isolados".Em resposta a questão colocadas pelo DN, fonte oficial desta força de segurança adiantou que os militares "constituíram-se como um dos únicos pontos de contacto com cidadãos idosos que se encontravam sem fornecimento de eletricidade, sem comunicações e em situação de completo isolamento, assegurando a transmissão de informação essencial, a avaliação das suas condições de segurança e o acionamento dos mecanismos de apoio adequados.Os elementos da Guarda Nacional Republicana têm ainda sido responsáveis pela proteção de infraestruturas críticas: “A GNR tem mantido a segurança física, contínua e descontínua, dos geradores do sistema SIRESP instalados em zonas afetadas, garantindo que eventuais falhas no fornecimento de energia elétrica não comprometem a rede de rádio utilizada pelas forças de socorro.”Em relação ao número de militares que estão no terreno, a Guarda garante que além dos 3000 elementos do dispositivo policial permanente das regiões mais afetadas foram “projetados, diariamente, entre 120 a 160 militares de outras Unidades, provenientes das diversas valências operacionais”.Nessa disponibilidade estão elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, de Ordem Pública, Trânsito, Patrulhas a cavalo e Investigação Criminal.Nas respostas enviadas ao DN, a Guarda explica, por exemplo, que a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro "desempenhou um papel essencial na resposta imediata à catástrofe, nomeadamente no apoio direto às populações, incluindo a reconstrução e reparação provisória de telhados danificados, a realização de ações de socorro a pessoas isoladas por cheias e inundações, a remoção de obstáculos e detritos das vias de comunicação, bem como a colaboração ativa com a ANEPC e os corpos de bombeiros".Já o patrulhamento a cavalo tem sido efetuado "sobretudo em áreas rurais, zonas ribeirinhas, espaços florestais e locais de difícil acesso a viaturas, reforçando o policiamento de proximidade e de visibilidade. E no contacto direto com a população". No terreno estão, igualmente, elementos da investigação criminal que, de acordo com a GNR, estão direcionados "para a prevenção e repressão de ilícitos criminais associados a este tipo de contextos, designadamente furtos de geradores, combustíveis, cabos, bombas de água e outros equipamentos críticos utilizados para assegurar o abastecimento de energia elétrica, água e saneamento". Também a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras está de prevenção com “meios aquáticos em pontos estratégicos”. São “250 militares, 35 embarcações e três meios aéreos não tripulados” para atuar em cenários de cheias ou inundações. A GNR tem ainda 100 militares como reserva numa base de apoio logística..PSP tem agentes à paisana entre os 400 elementos no terreno em Leiria