A Polícia de Segurança Pública tem desde há uma semana um reforço de meios no distrito de Leiria que, de acordo com esta força de segurança, teve como resultado o facto de, desde dia 27 de janeiro, não se terem registado “ocorrências de criminalidade violenta ou grave associadas a estes eventos meteorológicos”.Entre os destaques de meios colocados no terreno, na resposta a questões do DN, a PSP sublinha que aumentou “o reforço ao Comando Distrital de Leiria com equipas de prevenção criminal (da estrutura de investigação criminal da Direção Nacional e do Cometlis), que estão a trabalhar à civil, com o intuito de prevenir e reprimir a prática de crimes contra a propriedade, nomeadamente furtos e burlas”.Estes agentes fazem parte de um conjunto de 400 elementos que foram deslocados para a região de Leiria, com particular incidência para as cidades de Leiria, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça, Peniche, Caldas da Rainha e vila da Nazaré. Segundo as informações enviadas ao DN, estão no terreno “um subgrupo do Corpo de Intervenção/Unidade Especial de Polícia e uma equipa do Corpo de Intervenção da UEP destacada no Comando Metropolitano do Porto, equipas de intervenção rápida e de prevenção e reação imediata do Comando Metropolitano de Lisboa e uma equipa de intervenção rápida do Comando Distrital de Aveiro, e com polícias que se encontram a frequentar o Curso de Formação de Chefes na Escola Prática de Polícia (Torres Novas)”.Em relação aos indicadores de criminalidade nos locais sob responsabilidade da PSP, a informação enviada apenas enumera o registo de três furtos. Um numa empresa de Leiria, onde foi furtado cobre; outro, na Marinha Grande, onde foi retirado ilegalmente um contador de água de uma habitação; e um outro furto de cobre, numa empresa de Marrazes. A PSP assegura que desde o momento em que o seu dispositivo foi para o terreno não se registaram casos de criminalidade violenta ou grave, nem de furtos em zonas comerciais ou industriais.Esta força de segurança frisa que está - em articulação com a Proteção Civil, bombeiros, autarquias e outras entidades - “centrada na proteção de pessoas e bens, na segurança rodoviária, na gestão da mobilidade urbana e no apoio às populações, face a ocorrências maioritariamente relacionadas com queda de árvores e estruturas, inundações, deslizamentos de terras e cortes temporários de vias”.E perante os dados fornecidos destaca a “situação de segurança pública controlada verificando-se, pelo contrário, uma redução global da criminalidade e dos acidentes rodoviários”.Aumento de policiamento em todo o territórioAlém do reforço de meios no distrito de Leiria, a PSP também tem estado a desenvolver, segundo as informações enviadas ao DN, “ações de prevenção e mitigação no que concerne à área da proteção civil e apoio às pessoas atingidas pela tempestade” no restante território continental, envolvendo “3400 polícias/dia em regime de serviço contínuo, com a utilização diária de 1404 viaturas”. Estão também disponibilizados pela PSP três botes semirrígidos - dois de 9m, um em Lisboa e outro no Algarve, e um de 4,5m em Lisboa -, além de três motos de água.As operações, que envolvem o posicionamento de meios em locais previamente definidos, policiamento preventivo e de visibilidade, incluiem o “reforço do policiamento preventivo e de pro- ximidade, com especial incidência em zonas ribeirinhas, leitos de cheia e áreas historicamente inundáveis e em zonas urbanas críticas, infraestruturas sensíveis e áreas residenciais vulneráveis”..Meios e conselhosAGENTES A NÍVEL NACIONALA Polícia de Segurança Pública tema nível nacional, desde 27 de janeiro, 3400 agentes em regime de serviço contínuo, com a utilização diária de 1404 viaturas.APOIO à PROTEÇÃO CIVILSegundo as informações enviadas ao DN, a PSP colocou à disposição da Proteção Civil dois botes semirrígidos de 9m (um em Lisboa, outro na Região do Algarve); um bote semirrígido de 4,5m (em Lisboa) e três motos de água.ÁREAS DE VIGILÂNCIADurante este período de fortes chuvas e das suas consequências, a PSP garante ter no terreno um reforço do policiamento preventivo e de proximidade, com especial incidência em zonas ribeirinhas, leitos de cheia e áreas historicamente inundáveis; em zonas urbanas críticas, infraestruturas sensíveis e áreas residenciais vulneráveis.ALERTA (1)Nas respostas enviadas ao DN, a PSP deixa alguns avisos à população. Por exemplo: evitar deslocações não-essenciais, sobretudo em períodos de maior intensidade da precipitação; não atravessar zonas inundadas, túneis ou vias com lençóis de água, quer a pé quer em viaturas; não caminhar em pontões, molhes, praias, zonas costeiras ou ribeirinhas, devido ao risco de queda, galgamento costeiro e arrastamento; manter distância de árvores, cabos elétricos, postes ou estruturas danificadas e nunca tocar em cabos caídos.ALERTA (2)Uma das chamadas de atenção deixadas pela PSP está relacionada com a possibilidade de surgirem junto das casas agora em recuperação pessoas a oferecer-se para ajudar ou a dizer que são voluntários. A polícia pede que seja pedida a identificação dessas pessoas e que não se permita a sua entrada na casa. Com Valentina Marcelino