Sindicato dos PSP exigem "cláusula de salvaguarda"
Sindicato dos PSP exigem "cláusula de salvaguarda"

Aumentos salariais em 2027 não compensam efeitos da inflação, diz sindicato da polícia

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia apresentou uma série de reinvindicações num documento onde analisam a proposta de Orçamento do Estado de 2027, que inclui uma atualização salarial.
Publicado a: 
Atualizado a: 

A atualização salarial prevista no Orçamento do Estado 2027 para a polícia não satisfaz as exigências da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que exige uma cláusula de salvaguarda que “reponha o poder de compra”.

Num documento analisando o orçamento, a ASPP/PSP frisou que esta atualização “não recupera a perda”, já que a “atualização de 2,3% iguala a inflação prevista", segundo citado pela Lusa.

Assim, o sindicato defendeu a exigência de "uma cláusula de salvaguarda que garanta a reposição do poder de compra caso a inflação de 2026 ou de 2027 supere o valor da atualização”, lê-se no documento citado pela Lusa. E o suplemento por serviço e risco deve também ser atualizado "no mínimo" nos 2,3% como foi a atualização dos salários.

A ASPP/PSP criticou ainda uma série de factores, nomeadamente a falta de "compromisso de negociação" do governo sobre o estatuto dos polícias e a "inserção das carreiras na tabela remuneratória", a falta de um "prazo máximo" para passar à "pré-aposentação" e a contribuição do Estado no subsistema de proteção de saúde SAD/PSP, atualmente financiado por receita própria.

“Face à falta de efetivos, a resposta não pode ser o atropelo das normas estatutárias, que agrava o envelhecimento e o desgaste da PSP”, apontam ainda.

Sindicato dos PSP exigem "cláusula de salvaguarda"
Governo propõe aumento de 15% nos serviços remunerados prestados pelas polícias
Sindicato dos PSP exigem "cláusula de salvaguarda"
Polícias em início de carreira com aumentos de 43% face a 2023
Sindicato dos PSP exigem "cláusula de salvaguarda"
Maior sindicato da PSP abandona negociações com Governo e admite protestos
Diário de Notícias
www.dn.pt