Costa elogia vacinação mas salienta importância das medidas de proteção individual

Peritos e decisores políticos debatem esta tarde na sede do Infarmed novo patamar e as medidas que se devem aprovar em nova fase de desconfinamento.

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© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Ferro Rodrigues pede resposta para idosos que perdem anticorpos

A sessão pública do Infarmed terminou com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

O líder da AR homenageou o vice-almirante Gouveia e Melo e o êxito da vacinação, mas pediu uma resposta mais clara para os idosos.

"Estamos muito bem, com uma evolução muito boa, mas estamos ainda com muitos idosos vacinados a falecerem depois das duas vacinas. Para não alimentar esses negacionismos, era muito bom que houvesse uma resposta para isto".

Ferro Rodrigues também quer que se esclareça o que fazer com idosos vacinados que perderam anticorpos.

Terminou assim a sessão pública do Infarmed. A reunião segue agora em modo privado para discutir os passos a seguir pelo Governo.

Marcelo destaca a convergência sobre o futuro

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda a convergência das intervenções desta tarde, sobre os caminhos a seguir na evolução da pandemia, "o que nem sempre aconteceu" no passado.

"Neste momento, teremos de admitir que está a existir uma preocupação de esclarecimento atempado do que podem ser as fases seguintes e está a haver uma calendarização muito atenta do que é preciso fazer na sociedade portuguesa"

Povo português votou em massa na vacinação

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou também a resposta dos portugueses. "Essa foi a chave do sucesso. Daí a percentagem esmagadora dos vacinados e a esmagadora percentados dos portugueses de perceberam a importância do que estava em causa".

O Presidente comparou a adesão dos portugueses a uma eleição: "O povo português votou e uma forma de voto foi vacinar-se. E votou com uma maioria que ainda nenhuma eleição deu a ninguém", sublinhou.

"Os portugueses podiam não ter respondido porque não eram obrigados a vacinar-se", lembrou, dizendo ter a esperança de que ds 86% de totalmente vacinados agora projetados possam passar um dia a 100%.

Marcelo deu o exemplo pessoal e assumiu que, mesmo na sua família, houve "muitos jovens e respetivos progenitores que hesitaram na vacinação" dos mais novos, mas em todos houve o momento "em que decidiram avançar".

Elogio ao Governo e à task-force

"Só foi possível fazer este processo porque foi havendo vacinas", referiu também o Presidente da República, que realçou o trabalho do Governo. "Acompanhei o trabalho do Ministério da Saúde e do próprio primeiro-ministro para arranjar vacinas nos lugares mais variados. Foi uma corrida contra o tempo que fez a diferença".

Marcelo realçou ainda a importância da articulação entre as Forças Armadas e as autoridades da Saúde, destacando a ação de Gouveia e Melo, Marta Temido e Graça Freitas.

"Houve uma equipa e houve liderança. Sem equipa não era possível e sem liderança não era possível", garante.

Marcelo sublinha sucesso da campanha de vacinação

Chega a altura da intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República começa por sublinhar que esteve "ontem, numa reunião com 14 países, e Portugal era - de longe - o que tinha a taxa de vacinação mais elevada"

"Imunidade de grupo quando atingirmos os 85%ou 86% de vacinação completa"

“Estão por vacinar em território nacional cerca de 400 mil pessoas”, diz Gouveia e Melo. “Destas, 150 mil são recuperadas ainda não elegíveis para a vacinação“, refere o coordenador da task-force, que revela que começa a notar-se que as pessoas "não aparecem". Ou seja, o processo de vacinação está a chegar aos que não querem ser vacinados.

Para Gouveia e Melo, "vai haver proteção de grupo e eventualmente imunidade de grupo quando atingirmos os 85% ou 86% de vacinação completa".

O Plano de vacinação poderá prolongar-se até março de 2022 se for administrada a terceira dose a maiores de 65 anos.

85,6% dos jovens já com uma dose

"Já vacinámos quase 600 mil jovens, 85,6% desta faixa etária. Já vamos com cerca de 56% de segundas doses", referiu Gouveia e Melo.

As primeiras e segundas doses estão "desfasadas em três semanas por estarmos a fazer a vacina Pfizer", disse.

"Temos expetativa de conseguir vacinar 85,6% desta faixa etária".

Mais de um milhão de vacinas em reserva

Já foram inoculadas 15 milhões de vacinas em Portugal continental e há 1,1 milhões em reserva.

"Temos vacinas sem preocupação eventualmente até para uma terceira dose, se for necessária, acima dos 65 anos", diz o vice-almirante.

"Pensamos atingir os 85% de vacinação completa no fim de setembro, quanto muito na primeira semana de outubro"

"A primeira batalha está ganha"

"Temos vacinas até para uma eventual terceira dose. Temos também prevista a chegada de mais vacinas que garantem não só o cumprimento do plano de vacinação mas também outras situações que possam surgir", diz Gouveia e Melo, para quem "a primeira batalha está ganha".
81,5% da população com vacinação completa

Gouveia e Melo, coordenador da task force de vacinação, diz que Portugal já tem 86% da população com a primeira dose da vacina e 81,5% com vacinação completa.

Preparar o reforço de vacinação

É agora a vez de Raquel Duarte, da ARS Norte, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, médica a quem cabe a proposta de medidas a adotar a partir de setembro 2021.

Refere a necessidade de continuar a apostar na vacinação e de antecipar desde já a necessidade de reforço da vacinação, com um plano que não fique só a cargo das unidades de Saúde primárias.

Para a especialista, os idosos são um grupo prioritário para uma terceira dose da vacina.

Raquel Duarte sublinha também a importância de ajustar a estratégia de testagem, identificando as populações de maior risco para rastreios regulares.

Apesar de agora vivermos uma situação "confortável", Raquel Duarte alerta para o facto de Portugal ter uma população envelhecida e de ainda o país estar exposto a novas variantes.

A especialista diz que a necessidade de controlo de fronteiras é "evidente" e que o certificado digital deve ser usado como uma garantia adicional de segurança.

Perceção de risco a cair

Carla Nunes revela que 26% das pessoas inquiridas acham que as medidas implementadas pelo Governo no combate à covid-19 são pouco ou nada adequadas. Os homens mais jovens os menos satisfeitos.

Em setembro de 2020, havia uma maior perceção de risco de infeção: 66,1, face aos 49,7 registados este setembro deste ano, relata Carla Nunes.

Entre julho de 2020 e janeiro de 2021, avança a especialista da Escola Nacional de Saúe Pública, 85% das pessoas disseram que usariam a máscara mesmo se deixasse de ser obrigatório. Mas o "não" tem estado a ganhar terreno em relação ao uso de máscara em grupos de dez ou mais pessoas.

Os portugueses dizem que vão continuar a lavar as mãos frequentemente, a manter o distanciamento e a usar a máscara de forma frequente mesmo quando o risco de infeção for baixo.

O teletrabalho e a toma da vacina contra a gripe são os próximos desafios, refere Carla Nunes.

Jovens com piores índices de saúde mental

Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, fala agora sobre as perceções sociais em relaçãoà covid-19.

A população mais nova, entre os 16 e 25, apresenta os piores valores de saúde mental. É a população que se sente mais “agitada, ansiosa, em baixo ou triste devido à medidas de distanciamento físico todos os dias”, revela a professora.

"Os mais novos, desde maio, destacam-se das outras classes etárias” com uma “tendência crescente e desfasada das outras faixas etárias”.

Os valores globais são "mais ou menos os mesmos de setembro de 2020", mas a distribuição etária é "completamente distinta".

Testes serológicos para avaliar evolução da infeção

Para Henrique de Barros, Portugal deve manter os testes serológicos, pois estes permitem conhecer a verdadeira dinâmica da pandemia. “Os testes serológicos são fundamentais para perceber como evolui a infeção”.

O especialista do ISPUP refere também a importância dos testes de antigénios, "mais baratos" e, "além da sensibilidade, têm elevada especificadade". Estes autotestes “servem para identificar pessoas infeciosas e não tanto infeções”, diz.

A importância dos testes

Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, fala agora sobre a estratégia de testagem para a covid-19.

Salienta a importância de maior vigilância às pessoas assintomáticas, às águas residuais e às superfícies e defende a eficácia de rastrear à entrada de atividades, eventos ou locais de convívio. "Os rastreios permitem retirar pessoas das cadeias de transmissão".

Num estudo serológico realizado na região Norte, foi notado que há uma prevalência de pessoas com anticorpos ao longo dos últimos seis meses.

"Fizemos muitos mais testes em 2021 do que fizemos num período semelhante no ano anterior", notou o epidemiologista.

"Aumentámos muito o número de testes a partir de fevereiro/março, com a possibilidade de acesso aos testes rápidos"

Risco de novas variantes

Baixa taxa de vacinação em vários países do mundo e livre circulação vão facilitar o aparecimento e transmissibilidade de novas variantes, prevê João Paulo Gomes, do INSA.

Ainda assim, países com elevada taxa de vacinação, como Portugal têm menor probabilidade de variantes, refere.

Outras variantes

Segundo João Paulo Gomes, desde a semana de 10 a 25 de julho, não foi detetado qualquer caso da variante Beta, associada à África do Sul.

Da variante Gama foi detetado um caso na região de Lisboa e Vale do Tejo na semana de 30 de agosto a 5 de setembro.

Dois casos da variante Lambda, um em abril e outro em junho.

Sobre a variante Mu, nova variante detetada originalmente na Colômbia, registo de 24 casos em Portugal, entre 31 de maio e 31 de julho, em 17 distritos e 16 concelhos.

“Houve transmissão comunitária”, diz o especialista.

Variante Delta domina completamente desde maio

É agora a vez de João Paulo Gomes, do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA):

"Sequenciamos mais de 16 mil genomas do vírus. A variante Delta dominou completamente a partir de meio de maio. Estamos com praticamente 100% de prevalência desta variante em todas as regiões do país".

"A Delta está espalhada em todo o Mundo e mais de 95% dos vírus pertencem a esta variante genética".

Cinco vacinas ainda em avaliação

Há cinco vacinas "em avaliação" e que ainda não pediram a introdução no mercado: Novavax e Sanofi, de base proteica, e CureVac, com base em mRNA, já nos contratos da Comissão Europeia. Estão também em avaliação a vacina Sputnik V (vetor viral) e a da Sinovac (vírus inativado).

Pedido para vacinação de menores de 12 pode avançar até final do ano

Fátima Ventura diz que "ainda não foi submetida uma extensão da vacinação para menores de 12 anos, mas prevê-se que até ao final do ano seja submetida uma extensão para maiores de cinco anos".

Já quanto à dose de reforço da Pfizer, é previsto que seja feita seis meses após a segunda dose, nos maiores de 16 anos, refere a especialista do Infarmed.

Portugal tem seis vacinas contratualizadas

"Vacinas Covid-19: desenvolvimentos e perspetivas regulamentares” é a apresentação que se segue, a cargo de Fátima Ventura, do Infarmed.

Portugal tem atualmente 6 vacinas contratualizadas e duas outras em fase de apreciaçao e discussão.

Natal e Ano Novo podem fazer passar as linhas vermelhas

Projetando a evolução da situação pandémica para os próximos meses, Baltazar Nunes refere que foram analisados três possíveis cenários, a partir de dois momentos-chave: o regresso às escolas e ao trabalho e época do Natal.

Num cenário sem redução da efetivadade vacinal, Portugal vai manter-se abaixo das linhas vermelhas. Nos cenários 2 e 3, contemplando redução da efetividade vacinal a um ou três anos (respetivamente), o eventual aumento de transmissibilidade provocado por esses dois momentos-chave pode fazer o país ultrapassar as linhas vermelhas no início do próximo ano: janeiro de 2022.

“O momento de maior transmissibilidade associado às festividades de Natal e Ano Novo podem coincidir com um período de menor proteção da população, especialmente aquela população que foi vacinada no início de 2021, que tem doença crónica e acima dos 80 anos”.

O epidemiologista aponta vários indicadores a monitorizar no outono-inverno, como Incidência, hospitalizações e mortalidade dos grupos etários mais frágeis; seroprevalência de anticorpos contra influenza e SARS-CoV-2; efetividade das vacinas covid-19 e gripe;Temperaturas ambientais; e Frequência de outros vírus respiratórios.

Incidência deverá baixar para 60 casos por 100 mil habitantes

Segundo o epidemiologista, dentro de duas semanas a um mês, Portugal deverá ver a taxa de incidência baixar para 60 casos por 100 mil habitantes, numa média a 14 dias, em todas as regiões do país, exceto o Algarve

Vacinação reduz transmissibilidade

"Nota-se uma relação direta entre a taxa de vacinação e a redução do índice de transmissibilidade", refere Baltazar Nunes, adiantanto que os países com vacinação mais adiantada têm R(t) mais baixo.

Baltazar Nunes: "Redução acentuada do R(t)"

É agora a vez de Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, fazer a sua exposiçao.

Baltazar Nunes começa por revelar que temos nesta altura “uma redução do número de R(t) muito acentuada”. O R(t) é o índice de transmissibilidade.

“Nunca tivemos com valores tão baixos de R(t) sem medidas de restrição muito acentuadas”, acrescenta. O valor varia entre 0,80 e 0,84 em todas as regiões de Portugal Continental.

Os desafios do Outono/Inverno

"A vacinação é um sucesso e termina uma fase da pandemia", sublinhou Pedro Pinto Leite, que avisa, no entanto, que "a próxima fase traz alguns desafios, como as baixas temperaturas e outros vírus respiratórios em circulação".

Internamentos descem 15%

Em relação ao período antrior, os internamentos sofreram uma descida de 15%, tanto em enfermarias como em cuidados intensivos, refere Pinto Leite

Importância da vacinação

Em relação aos internamentos em enfermaria, Pinto Leite diz que quatro em cada cinco doentes não têm vacinação completa. Nas UCI (cuidados intensivos), relação aumenta para 14 em cada 15.

Pedro Pinto Leite, DGS:

"A diminuição da incidência é acompanhada da diminução da positividade, o que é importante, porque mostra que há menos vírus em circulação e menos casos confirmados"

Pedro Pinto Leite, DGS:

"Fase decrescente da pandemia nota-se inclusive nas faixas do 10 ao 19 e dos 20 aos 29, o que é uma boa notícia em altura de regresso às aulas"

Pedro Pinto Leite, DGS:

"É visível o aumento de internamentos em Portugal com a introdução da variante Delta. Teve o pico em julho e agosto, sobretudo nos grupos etários mais velhos. Não foi uma tendência acompanhada nas faixas etárias mais jovens"

"Estamos claramente no fim da fase pandémica"

"Atualmente encontramos no final da quarta onda epidemdica", explicou Pedro Pinto Leite da Direcção-Geral da Saúde​ na apresentação da situação epidemiológica em Portugal.

"Estamos claramente no fim de uma fase pandémica", explicou.

Reunião Infarmed vai divulgar dados sobre Trasmissibilidade e a vacinação para o outono/inverno

Marta Temido, ministra da Saúde, abriu a reunião divulgando a agenda dos trabalhos da reunião do Infarmed de hoje.

Nesta reunião será discutida a transmissibilidade do covid-19 e da efetiviade da vacinação e dos cenários para o outono/inverno.

Também a temática das variantes do covid-19, no passado, presente e futuro.

Será ainda atualizados os números da vacinação em Portugal.

Máscaras em espaços fechados para manter?

Esta tarde realiza-se uma nova reunião no Infarmed entre peritos na pandemia e decisores políticos. O Governo deverá manter a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados na terceira fase do desconfinamento a ser antecipada na próxima semana, informa o jornal Público.

A decisão está prevista para a próxima quinta-feira, dia 23 de setembro, e será adotada pelo Conselho de Ministros se efetivamente 85% da população residente em Portugal já estiver totalmente inoculada. As indicações da reunião dos especialistas do Infarmed de hoje vão também determinar a

A melhor situação em ano e meio, diz Marcelo

O Presidente da República disse ontem estar feliz por participar na reunião do Infarmed com "a melhor situação" relativa à pandemia "em ano e meio". "Desta vez já se vai discutir abertura, muito abertura, ampla abertura [...]. Parece outro mundo", afirmou.

"Eu, naturalmente, devo ouvir os especialistas antes de dizer o que quer que seja - a função dos políticos não é fazerem de especialistas, é tomarem decisões políticas depois de ouvirem os especialistas [...] -, agora uma coisa é certa, que me sinto feliz porque vou para uma reunião do Infarmed com a melhor situação do último ano e meio", afirmou o chefe de Estado.

Portugal continental deixa de estar no vermelho nos mapas sobre viagens na UE

As regiões de Portugal continental melhoraram hoje para 'risco moderado' nos mapas do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), sobre decisões sobre viagens na União Europeia (UE), categoria para a qual passaram também os Açores.

Os dados hoje divulgados revelam que após várias semanas na categoria vermelha (referente aos territórios onde a taxa cumulativa de notificação de casos de infeção nos últimos 14 dias varia de 75 a 200 por 100 mil habitantes ou é superior a 200 e inferior a 500 por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de é de 4% ou mais), todas as regiões de Portugal continental passaram à laranja, uma melhoria do 'risco elevado' para o 'risco moderado'.

E uma semana após os Açores terem ficado na categoria referente a melhor situação epidemiológica, a verde, hoje acompanham as restantes regiões do continente ao retrocederem para a laranja (sobre territórios onde a taxa de notificação de novas infeções é de 50 a 75 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e a taxa de positividade dos testes é de 1% ou entre 75 e 200 novos infetados por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de 4% ou mais). A Madeira mantém-se na categoria de 'risco moderado', a laranja.

Lusa

Mais dois mortos e 70 novos casos em Timor-Leste nas últimas 24 horas

Mais dois mortos associados à covid-19 e 70 novas infeções foram registados em Timor-Leste nas últimas 24 horas, segundo os dados divulgados hoje pelo Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).

As duas mortes foram registadas em Díli e Baucau e metade dos novos casos em Díli (35). Com estas duas mortes, as vítimas mortais em Timor-Leste desde o início da pandemia ascendem agora a 102.

Em relação às infeções, os novos casos aumentaram para 18.856 as situações registadas em Timor-Leste, que contabiliza 16.759 recuperados, dos quais 173 nas últimas 24 horas. Em Timor-Leste existem ainda 1.995 casos ativos.

Lusa

ModaLisboa em outubro volta a ter público nos desfiles

A semana da moda de Lisboa - ModaLisboa - cumpre a próxima edição em outubro, na Estufa Fria e no Teatro Capitólio e voltará a ter público, depois de ter ocorrido num formato digital, por causa da pandemia.

A organização anunciou esta quinta-feira que a 57.ª edição da ModaLisboa decorrerá de 07 a 10 de outubro naqueles dois espaços da capital, com os designers de moda a não terem imposição de estação, embora o programa tenha uma interrogação sujacente: "E agora?".

"Nestas alturas de aniversário, são normais as retrospetivas, os pontos de situação, as promessas de projetos futuros. Mas isso não nos chega. Nunca fomos de saudosismos", sustenta a organização.

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Cerca de 3.000 trabalhadores da saúde suspensos em França por não estarem vacinados

Cerca de 3.000 funcionários de estabelecimentos de saúde franceses que não estão vacinados foram hoje suspensos de funções, no primeiro dia da obrigatoriedade de imunização contra a covid-19 para essas pessoas, anunciou hoje o Ministro da Saúde francês.

Em entrevista à rádio RTL, Olivier Véran sublinhou que muitas destas suspensões "são apenas temporárias" e também que este número representa uma parte mínima dos 2,7 milhões de pessoas para as quais a vacinação passou a ser obrigatória nos serviços de saúde.

Além disso, referiu que os funcionários suspensos não são maioritariamente pessoal médico, mas trabalham em serviços de apoio dos estabelecimentos de saúde.

Junto com essas 3.000 suspensões, também houve "algumas dezenas" de demissões no primeiro dia de obrigatoriedade da vacina.

O ministro sublinhou que "estamos muito longe" dos números de 200.000 a 300.000 trabalhadores da saúde que poderiam ser afastados, segundo algumas fontes, da assistência médica ou de lares e infraestruturas de apoio a idosos por serem contrários à vacinação.

A vacinação obrigatória, instituída por lei de urgência aprovada no início de agosto, estipula que a partir de 15 de setembro os grupos em questão devem comprovar que receberam pelo menos a primeira dose da vacina e ter a vacinação completa até 15 de outubro.

Quase 95% dos médicos tomaram pelo menos uma dose até ao final da semana passada e quase 90% do pessoal dos lares de idosos está vacinado.

Véran fez, por outro lado, um apelo para que todas as pessoas que recebem a vacina contra a gripe todos os anos (entre 17 e 18 milhões de pessoas) venham a receber uma terceira dose contra a covid-19.

"Essa terceira dose é necessária" porque essas pessoas têm um sistema imunológico mais frágil, explicou.

Lusa

Máscaras mantêm-se obrigatórias em espaços fechados

O Governo deverá manter a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados na terceira fase do desconfinamento a ser antecipada na próxima semana, informa o jornal Público.

A decisão está prevista para a próxima quinta-feira, dia 23 de setembro, e será adotada pelo Conselho de Ministros se efetivamente 85% da população residente em Portugal já estiver totalmente inoculada.

As indicações da reunião dos especialistas do Infarmed marcada para hoje vão também determinar a decisão.

Bares e discotecas de Los Angeles exigem prova de vacinação

Os bares e discotecas em Los Angeles, Califórnia, vão exigir, a partir do próximo mês, que os clientes estejam vacinados contra a covid-19 para poderem entrar nos estabelecimentos, de acordo com nova lei nos Estados Unidos.

Da mesma forma que se exige a verificação da idade à entrada dos clubes noturnos, o comprovativo de vacinação vai ser solicitado, segundo as autoridades de saúde americanas.

Los Angeles junta-se à cidade de Nova Iorque nesta nova regra de prevenção, num país que ainda não adotou totalmente a vacinação.

"Este é um caminho razoável que nos pode levar a sermos capazes de acabar com os surtos", diz Barbara Ferrer, diretora do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles

As novas diretrizes exigem ainda que qualquer pessoa num evento ao ar livre com mais de 10 mil pessoas esteja vacinada ou que apresente um teste negativo à covid-19. Isto inclui eventos desportivos, como jogos de basebol e futebol americano, e parques temáticos como o caso do Universal Studios Hollywood.

AFP

China diz ter vacinado 91% dos adolescentes

O Governo chinês disse esta quinta-feira ter vacinado contra o novo coronavírus 91% dos alunos entre os 12 e 17 anos e 95% dos alunos com mais de 18 anos, assim como professores e funcionários nas escolas.

O anúncio coincide com a informação divulgada também esta quinta-feira pela imprensa oficial do país asiático, de que 40% dos 129 casos confirmados no recente surto na província de Fujian são crianças com menos de 12 anos.

Este surto surgiu, pela primeira vez, numa escola, depois de o pai de uma das crianças ter regressado de Singapura.

O pai testou positivo, após cumprir três semanas de quarentena, período durante o qual testou negativo para o vírus.

Ele terá infetado o filho antes que a infeção fosse detetada, de acordo com os dados provisórios anunciados pela Comissão Nacional de Saúde da China.

O menino acabou por transmitir o vírus a vários amigos, antes que o caso do pai fosse detetado. A doença posteriormente espalhou-se para pelo menos três outras escolas primárias e duas creches, de acordo com as autoridades locais.

Lusa

"Dezenas de pessoas" da comitiva de Putin estão infetadas

O Presidente russo Vladimir Putin disse esta quinta-feira que dezenas de pessoas da sua comitiva estão infetadas pela covid-19, uma situação que o levou a decidir-se pelo isolamento.

"Na minha comitiva (...) não é uma, nem duas, mas várias dezenas de pessoas que adoeceram com o coronavírus", afirmou, durante um encontro por videoconferência na Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que realiza uma cimeira em Dushanbe, Tajiquistão.

Putin acrescentou que terá de permanecer em isolamento "por vários dias".

Vladimir Putin revelou na terça-feira que teve de se isolar e cancelar a sua participação em várias cimeiras depois de estar em contacto com um colaborador infetado com covid-19.

Na terça-feira, Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, disse que Vladimir Putin, que recebeu a segunda dose da vacina russa Sputnik V em abril, foi testado e o resultado foi negativo.

Lusa

Taxa de incidência do vírus em França baixa para mínimos de julho

A taxa de incidência em França é a mais baixa desde julho, com a média no país a ser agora de menos de 100 casos por 100 mil habitantes, com um reflexo direto na diminuição de pessoas nos hospitais devido à covid-19.

A 99,2 como taxa de incidência média, este é o número mais baixo em França desde 17 de julho, altura em que a quarta vaga da covid-19 no país começou a expandir-se no território gaulês. Embora ainda haja departamentos com uma taxa muito superior, outros apresentam já taxas inferiores a 30 casos por 100 mil habitantes.

Esta diminuição da disseminação do vírus tem um impacto direto no número de pacientes nos hospitais que está agora em baixo, havendo agora 9.555 pacientes internados, um número que tem vindo a diminuir desde agosto, e menos de 2.000 pessoas em estado grave .

Foram detetados nas últimas 24 horas 9.144 novos casos e morreram 80 pessoas devido à covid-19.

China deteta 49 novos casos locais, quase todos na província de Fujian

A China anunciou esta quarta-feira ter identificado 80 novos casos de covid-19, dos quais 49 por contágio local, quase todos diagnosticados na província de Fujian, no sudeste do país.

Entre os casos locais, apenas um foi contabilizado fora de Fujian, na província de Yunnan, no sudoeste da China.

O atual surto em Fujian foi identificado este fim de semana e afeta sobretudo as cidades de Putian e Xiamen.

Os restantes 31 casos positivos foram diagnosticados em viajantes oriundos do exterior no município de Xangai (leste) e nas províncias de Yunnan (sul), Guangdong (sudeste), Sichuan (centro), Zhejiang (leste) e Shandong (leste).

A Comissão de Saúde da China indicou que, até à meia-noite local, 40 pacientes tiveram alta, com o número total de infetados ativos na China continental a subir para 877, incluindo quatro em estado grave.

Lusa

Reunião do Infarmed debate nova fase de desconfinamento

Especialistas e políticos voltam hoje ao Infarmed, em Lisboa, para analisar a evolução da pandemia, numa altura em que Portugal está próximo de atingir a meta de 85% da população vacinada contra a covid-19.

Na reunião, que mantém o formato semi-presencial, participam o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

Como tem sido habitual, a ministra da Saúde, Marta Temido, e grande parte dos especialistas estarão presentes e, desta vez, os diferentes partidos com assento parlamentar poderão enviar um elemento à reunião. Os restantes acompanharão os trabalhos por videoconferência.

Na semana passada, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, adiantou que neste encontro será debatida a nova etapa do processo de desconfinamento, num momento em que o país está próximo de concluir o plano de vacinação que arrancou no final de 2020 e a alcançar os 85% da população vacinada. Lusa