Exclusivo Alunos do secundário acreditam que há muita corrupção e falta de meios para a combater

Projeto RedEscolas AntiCorrupção envolve 17 escolas nacionais, onde os alunos do secundário são apresentados à realidade da corrupção. O DN assistiu a uma destas aulas no Colégio do Sagrado Coração de Maria.

Quando os alunos a turma de Humanidades do 12.º ano do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, entram para a aula de Ciência Política já sabem que o tema em cima da mesa é a corrupção. Neste momento, estão a preparar vários trabalhos de grupo, que irão terminar até ao final do presente período e que vão desde uma análise aos processos do BES e de José Sócrates, a entrevistas de rua em vídeo a populares sobre o que pensam da corrupção, a conversas com especialistas no assunto e até um mapa-mundo onde selecionaram vários países e os casos que assolam esses países.

O Colégio do Sagrado Coração de Maria foi a escola-piloto do programa RedEscolas AntiCorrupção, uma iniciativa da Associação All4Integrity, que neste ano letivo já conta com a participação de 17 escolas (10 privadas e 7 públicas), num total de 1350 alunos envolvidos, e de áreas que vão desde Lisboa a Évora, passando pela Madeira Macau. "A experiência que tenho dos alunos do Sagrado, pioneiros na realização de projetos sobre estes temas mesmo antes do programa RedEscolas AntiCorrupção existir é a de uma dupla visão - a de choque, por desconhecerem por completo a realidade da corrupção em Portugal, e a de um conhecimento muito aprofundado sobre muitos casos de corrupção, no âmbito nacional e internacional", conta ao DN Ângela Malheiro, vice-presidente da All4Integrity e responsável pela RedEscolas AntiCorrupção.

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