A Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra serve mais de 600 mil habitantes e, de uma forma geral, salta para as páginas dos jornais pelos constrangimentos no serviço de urgência, tanto durante o verão como no inverno, quer seja pelo número de utentes que ali se dirigem, pela falta de médicos para assegurar as escalas ou pelo tempo de espera dos utentes urgentes - no ano passado, nos dias de maiores dificuldades, tal como foi noticiado pelo DN, a urgência do Hospital Fernando da Fonseca (HFF) chegou a atingir 30 horas de espera para a primeira observação de doentes urgentes, triados com pulseira amarela.Para resolver tais situações, e tendo por base o objetivo de “melhorar o acesso aos cuidados de saúde, reduzir tempos de espera, aproximar os cuidados dos cidadãos e preparar a resposta assistencial da maior ULS do país para os desafios do futuro”, o novo conselho de administração, liderado por Sandra Cavaca, definiu um Plano de Transformação Assistencial e Estratégico (PTAE) 2026–2035, que foi apresentado na manhã desta sexta-feira, dia 26 de junho, na presença da própria ministra da Saúde, Ana Paula Martins.De acordo com o que foi explicado ao DN, este plano a dez anos pretende “responder às necessidades de uma população de mais de meio milhão de habitantes” tendo por base “a reorganização dos cuidados de saúde, reforçando a articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares e a inovação organizacional, e apostando na transformação digital, na valorização dos profissionais e na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) neste território”.Como explicou a presidente do CA, na cerimónia de apresentação, trata-se de um plano que integra “sete eixos estratégicos e um conjunto integrado de medidas que visam reorganizar os modelos de prestação de cuidados, melhorar os fluxos assistenciais, reforçar a integração entre os diferentes níveis de cuidados, expandir a hospitalização domiciliária e a utilização de soluções digitais, aumentar a capacidade de resposta cirúrgica, reforçar a diferenciação clínica e valorizar os profissionais”. Sandra Cavaca sublinhou ainda que “este plano foi construído a partir da realidade da organização e da experiência dos seus profissionais, orientado para responder aos desafios atuais e preparar a instituição para a próxima década, colocando os utentes e os profissionais no centro da transformação”.O plano contempla ainda “um conjunto de investimentos estruturantes, entre os quais a construção de um novo edifício para o HFF, a par da modernização de infraestruturas, da transformação digital e do reforço da capacidade assistencial da instituição”.Para o conselho de administração, este Plano de Transformação Assistencial e Estratégico é “um compromisso de longo prazo para reforçar a capacidade de resposta da ULS Amadora/Sintra e garantir uma resposta assistencial mais integrada, eficiente e sustentável, centrada nas necessidades das populações da Amadora e de Sintra. O plano define ainda “metas concretas, indicadores de desempenho e um modelo de monitorização que permitirá acompanhar a sua implementação ao longo do período 2026–2035”..Espera de doentes urgentes no Hospital Amadora-Sintra ultrapassou as 30 horas este fim de semana.Urgências hospitalares com mais de 440 doentes a aguardar primeira observação .Cirurgião do Amadora-Sintra questiona ministra da Saúde sobre o seu papel em denúncias clínicas graves no SNS