Assistência médica e psicológica está a ser prestada.
Assistência médica e psicológica está a ser prestada.Foto: Tiago Petinga / Lusa

Autocarro em Agualva-Cacém despista-se, mata duas pessoas e deixa vários feridos

Autocarro da Carris Metropolitana despistou-se e atingiu pessoas que estavam no passeio. Duas mulheres que estavam na paragem morreram.
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Duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas num acidente com um autocarro da Carris Metropolitana na manhã desta segunda-feira, 7 de julho. O alerta foi dado pouco depois das 9:30.

O acidente aconteceu nas proximidades da estação ferroviária de Agualva-Cacém, na área metropolitana de Lisboa. Trata-se de uma zona bastante movimentada, sobretudo nas horas de ponta. A Lusa avança que as vítimas mortais são duas mulheres com idades entre os 30 e os 40 anos.

O autocarro terá ficado desgovernado e atropelado as vítimas quando estas se encontravam na paragem. Segundo a informação disponível no site da Proteção Civil, a ocorrência está classificada como "atropelamento rodoviário".

Perto das 11:00, o número de operacionais no local subiu para 35, entre bombeiros de Agualva-Cacém, Belas e Queluz e elementos da PSP, apoiados por 16 viaturas, incluindo duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) dos hospitais Amadora-Sintra e São Francisco Xavier.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) isolou o local e o presidente da Câmara Municipal de Sintra deslocou-se à zona para acompanhar a ocorrência. Foi ainda enviada uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência.

Local está isolado.
Local está isolado.Foto: Tiago Petinga / Lusa

Em declarações aos jornalistas, o intendente Francisco Alves, comandante da Divisão de Trânsito da PSP, afirmou que entre os feridos há pessoas que estavam tanto no passeio como no interior do autocarro. Segundo o responsável, a "prioridade é socorrer as vítimas" e "prestar assistência a todas as pessoas envolvidas".

Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, deixou uma palavra de solidariedade às vítimas bem como aos profissionais envolvidos nas operações de socorro. O autarca falou emocionado aos jornalistas. “Eu queria deixar ficar uma nota: quem perdeu a vida era gente de trabalho e isso custou muito”, afirmou.

O comandante Raminhos, dos Bombeiros de Agualva-Cacém, adiantou que há 16 feridos ligeiros: dez foram transportados para o Hospital Amadora-Sintra e seis para o Hospital São Francisco Xavier. Há ainda seis pessoas a receber apoio psicológico. O condutor do autocarro encontra-se entre os feridos e também está a ser acompanhado por uma equipa de apoio psicológico.

O trânsito na zona está normalizado, embora o túnel de acesso permaneça condicionado. A Brigada de Trânsito da PSP vai investigar as circunstâncias do acidente.

A estação encontrava-se sem ventilação, situação criticada pelo presidente da Câmara de Sintra. Devido à concentração de pessoas, às temperaturas elevadas e à necessidade de prestar apoio psicológico no local, foram chamados técnicos para reparar uma avaria e repor o funcionamento do sistema de climatização. Segundo o comandante Cravinhos, a estação já se encontra climatizada.

Primeiro-ministro lamenta acidente

Nas redes sociais, o primeiro-ministro Luís Montenegro lamentou a tragédia. "Foi com grande consternação que recebi a notícia do acidente no terminal rodoviário de Agualva-Cacém. Deixo aos familiares das vítimas mortais uma profunda palavra de conforto e condolências. Aos feridos, votos de uma recuperação rápida e plena. E, aos operadores, voluntários e cidadãos que colaboraram no auxílio a esta tragédia, deixo também uma nota de reconhecimento e agradecimentos ao país", escreveu.

Carris Metropolitana afirma que "prioridade absoluta" é no apoio às vítimas

Em nota enviada às redações, a Carris Metropolitana manifestou "profundo pesar" pelo "grave acidente" hoje ocorrido. "A prioridade absoluta neste momento é prestar todo o apoio às vítimas, aos seus familiares e às equipas envolvidas", lê-se no comunicado.

"A TML está em permanente articulação com o operador Viação Alvorada, os serviços de emergência e as autoridades competentes, colaborando integralmente para o apuramento das circunstâncias do acidente", complementa. Reitera que "as causas serão determinadas pelas entidades responsáveis pela investigação" e que a empresa "continuará a disponibilizar informação assim que existam dados confirmados".

Foto: Tiago Petinga / Lusa

Doze feridos já tiveram alta do Amadora/Sintra

Ao final da tarde, 12 dos 15 feridos assistidos no Hospital Amadora/Sintra tiveram alta hospitalar, anunciou aquela unidade.

Numa nota divulgada ao final da tarde, a Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra refere que, até às 20:00, tinham sido assistidos 15 sinistrados, um dos quais considerado muito urgente (pulseira laranja), sete urgentes (pulseira amarela) e sete pouco urgentes (pulseira verde), segundo o método de triagem de Manchester.

Ao final da tarde, dos 15 feridos admitidos naquele hospital, 12 já tinham tido alta hospitalar e três mantinham-se em observação nos Serviços de Urgência Geral, explicou a unidade hospitalar, acrescentando que “os utentes têm vindo a ser observados de acordo com a respetiva situação clínica”.

Assistência médica e psicológica está a ser prestada.
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