Os trabalhadores de operação, comando, controlo, informação, gestão de circulação e conservação ferroviária da Infraestruturas de Portugal (IP) voltam esta quinta-feira a cumprir um dia de greve, com a CP a antecipar "perturbações significativas" nos comboios..Segundo dados da transportadora, a greve levou hoje à supressão de 284 comboios de 438 programados (64,8%) pela CP, entre as 00:00 e as 10:00..82 comboios de 148 programados (55,4%) pela CP, entre as 00:00 e as 07:00..A greve, convocada pela Aprofer - Associação Sindical dos Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário, poderá repetir-se em 10 de janeiro, caso as negociações com a IP não sejam retomadas, disse Adriano Filipe, presidente da entidade, em 29 de dezembro, à Lusa..Os trabalhadores cumpriram na terça-feira o primeiro dia de greve, que levou à supressão de 798 comboios, de um total de 1.086 estimados, tendo sido cumpridos apenas os serviços mínimos até ao final da tarde, adiantou a CP..No seu site, a CP informou que, "devido a uma greve convocada por sindicatos representativos dos trabalhadores da IP - Infraestruturas de Portugal, responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária, antecipam-se perturbações significativas na circulação dos comboios a nível nacional nos dias 2 e 4 de janeiro de 2024", que se poderão alargar aos dias antes e depois das paralisações..A paralisação está relacionada com as condições de trabalho e vencimentos da profissão, segundo explicou à Lusa, Adriano Filipe.."Os motivos desta greve são os mesmos" da paralisação que tinha sido convocada para setembro de 2022, lembrou, indicando que a IP se tinha comprometido a negociar um acordo, mas isso não aconteceu desde então.."O acordo seria fechar as negociações e compromisso de paz social até 31 de dezembro de 2023, mas face ao incumprimento por parte da IP, resolvemos decretar greve a partir do início de janeiro e será uma greve que, até que haja um acordo ou uma mudança de posição, irá continuar", afirmou..Estes trabalhadores, distribuídos essencialmente por centros de comando operacionais (CCO), que controlam todo a operação ferroviária a nível nacional, exigem a regularização da sua profissão.."Há 17 anos que novos postos de trabalho carecem de uma regularização do funcionamento e, portanto, nós trabalhamos nos moldes ainda da antiga CP", indicou, salientando que o trabalho é "num posto altamente tecnológico, que concentra a circulação e manutenção toda do país inteiro"..Nos dias de greve, estão garantidos serviços mínimos, com a previsão de circulação do Alfa Pendular e Intercidades, Regional, InterRegional e Internacional, Comboios Urbanos do Porto, Comboios Urbanos de Coimbra e Comboios Urbanos de Lisboa.