As candidaturas à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior voltaram a crescer este ano. De acordo com os dados oficiais mais recentes divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), até segunda-feira foram submetidas 51.480 candidaturas, mais 1885 do que em igual período de 2025, quando o número acumulado se fixava em 49.595.A comparação entre os dois anos revela um aumento de 7,7% no número de candidaturas. Os dados indicam que, apesar dos problemas noticiados com as notas dos exames nacionais, a procura pelo ensino superior público está a decorrer a um ritmo superior ao registado no ano passado, numa altura em que faltavam as inscrições referentes a três dias para o fim da 1.ª fase do concurso.O prazo para apresentação das candidaturas arrancou a 20 de julho e termina esta quinta-feira (6 de julho). Ao longo das últimas semanas, o volume de candidaturas foi aumentando de forma consistente.Os números divulgados pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES) mostram que 15 dias após a abertura do concurso o sistema contabilizava 51.480 candidaturas válidas, contra 49.595 no mesmo período do ano anterior, uma diferença de 1885. Recorde-se que, nos primeiros cinco dias da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público a tendência foi de queda face ao ano anterior.“Este ano deveremos ter um maior número de alunos colocados”Em declarações ao DN, António Augusto Fontainhas, Presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), não se mostra surpreendido com este aumento. “É natural. Um dos aspetos que pode pesar é que o ano passado só se podiam candidatar com seis pares de disciplinas específicas e este ano os alunos podem, em algumas instituições, candidatar-se só com uma prova. Parece também que as médias são ligeiramente superiores às do ano anterior, ou seja, há mais alunos com dez”, explica. Apesar de considerar ser prematura uma análise mais profunda, o aumento é “uma boa notícia para o país”. “Aumentar o número de alunos quando há uma quebra de demografia significa que o ensino superior continua a ser uma aposta das famílias. A tendência nos primeiros dias do concurso foi menor, o que é normal por ser um ano atípico, mas tem aumentado de forma consistente”, conclui. António Augusto Fontainhas acredita que “este ano deveremos ter um maior n.º de alunos colocados”.Mais vagas de acessoO concurso nacional de acesso ao ensino superior tem, para o próximo ano letivo nas universidades e institutos politécnicos, 56.790 vagas (mais 834 face ao ano passado) através do regime geral de acesso.Cerca de 44 mil alunos ficaram, em 2025, colocados numa instituição de ensino superior através do concurso nacional de acesso, menos cinco mil ‘caloiros’ do que em 2024. Os dados representaram uma descida de 10% de novos alunos (foram colocados 50.612 estudantes em 2024).O número de alunos estudantes colocados no ensino superior o ano passado foi o mais baixo em quase uma década. Este ano, esta queda pode inverter-se com as inscrições mais elevadas nesta 1.ª fase do concurso.O DN contactou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que remeteu a análise ao aumento de inscrições para o final do concurso: “Qualquer comentário será feito após o final do prazo de candidaturas, que termina na quinta-feira, dia 6.”.Menos nove mil alunos inscritos no ensino superior este ano nos primeiros cinco dias da primeira fase