Ventos fortes obrigam a desviar dois aviões

Desde a madrugada de hoje que a Madeira está a ser fustigada por um intenso temporal com pluviosidade elevada. Há queda de árvores, algumas derrocadas e as ribeiras que atravessam a ilha mantêm caudais elevados. Dois aviões 'charters', provenientes da Alemanha e com destino ao Funchal, divergiram para ilha do Porto Santo devido ao vento forte.

Entre os efeitos provocados pelo mau tempo estão a queda de uma ponte na Madalena do Mar (Calheta), o encerramento das estradas e transportes públicos para o Curral das Freiras, tendo o mesmo acontecido a outras redes viárias. O mar também está muito alterado, ao ponto de um navio cruzeiro ter optado por não atracar e seguir destino para Vigo, Espanha.

Por ar, a situação não está menos complicada. Duas aeronaves da companhia Tui Fly rumaram esta manhã para a ilha do Porto Santo, onde aguardaram por melhores condições atmosféricas para aterrar no aeroporto de destino. "O aeroporto está condicionado devido ao vento e chuva", confirmou à agência Lusa uma fonte aeroportuária.

Uma ronda pelas corporações de bombeiros da Madeira permitiu concluir que a chuva e o forte vento registados durante a noite não causaram danos pessoais ou materiais.

O diretor do Instituto de Meteorologia, Vítor Prior, revelou que a precipitação entre a meia-noite e a manhã de hoje foi elevada nas zonas montanhosas, atingindo os 238 milímetros por metro quadrado no Pico do Arieiro e os 174 na Bica da Cana, enquanto no Funchal foi de 50 e na costa Norte, em São Vicente, de 85.

Quanto ao vento, foram registadas rajadas de 120 km/h nas zonas montanhosas e de 70 km/h no Funchal. Segundo Vítor Prior, as condições atmosféricas - chuva e vento fortes - deverão manter-se até ao princípio da tarde de hoje.

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