Marcelo celebra a vida dos jornais na inauguração da nova sede do DN

Marcelo Rebelo de Sousa esteve hoje na inauguração das novas instalações da Global Media, em Lisboa, e pediu aos jornalistas do grupo para serem "implacáveis no escrutínio de todos", a bem de Portugal

Era um tempo em que as primeiras páginas dos jornais contavam muitas notícias: das "chuvas torrenciais" que fustigaram o país aos "novos uniformes do Exército", Marcelo Rebelo de Sousa leu-as ontem uma a uma, depois de ter recebido de prenda a capa do DN de 12 de dezembro de 1948, o dia em que nasceu o Presidente da República. "Esta não vou mandar logo para Celorico de Basto", disse. Na inauguração das instalações do grupo Global Media, nas Torres de Lisboa, Marcelo disse que este era um bom dia. "É uma boa notícia estarmos aqui hoje a celebrar a vida e não a morte na comunicação social portuguesa. Já assistimos a mortes a mais na comunicação social portuguesa", atirou.

Na visita às novas instalações do DN, o Presidente da República não deixou de recordar os seus tempos de jornalista. Na secção de Artes quis saber o que estava a ser escrito ("só há boas notícias", comentou) e junto dos paginadores recordou a guerra que tinha quando foi diretor do Expresso. Os paginadores queriam páginas "mais arejadas", enquanto que Marcelo gostava de as preencher o mais que podia.

Foi um regresso aos tempos em que o Presidente da República começou como comentador de temas políticos. Marcelo Rebelo de Sousa voltou aos estúdios da TSF, onde em tempos (então na Avenida de Ceuta) fazia um "exame" semanal dos protagonistas da política. Agora, ao Presidente foi pedido que avaliasse o país. Perante as primeiras notas mais altas, o diretor da TSF Arsénio Reis notou-lhe essa generosidade. Marcelo não se demoveu e logo baixou a média. Um professor não esquece.

Depois de descerrar a placa alusiva à inauguração, Marcelo deixou um pedido. "Aquilo que o Presidente da República espera deste grupo é que seja, como é seu dever, imparcial, isento e implacável no escrutínio de todos, a começar no Presidente." Um pedido alargado a todos os jornalistas.

O horizonte da Global Media vai para lá das Torres de Lisboa, apontou o presidente do seu Conselho de Administração, Daniel Proença de Carvalho, que espera, a partir de 2017, "alargar a intervenção noutras geografias" de língua portuguesa com a "entrada de um novo investidor", mantendo a marca de "independência, isenção, objetividade e pluralismo".

Visita de Marcelo que se preze tem direito a fotografias e beijinhos. No caso, houve selfies com funcionários de outras empresas sediadas nas Torres de Lisboa, mas também com diretores do DN e TSF.

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